Tuesday, April 26, 2005

95

Bom dia. Chove muito por aí? Por aqui já choveu bastante, mas parece que agora parou.



Hoje fui na minha primeira sessão de fisioterapia ocular. Não ria, é de verdade. Exercícios Ortópticos. Servem pra quem não enxerga direito como eu mas que não têm problemas no globo ocular e sim nos músculos. Aí você faz uma avaliação física ocular e se for isso mesmo você começa a malhar os olhos. Dez sessões. Teoricamente depois meus olhos vão ficar sarados.



Daí não me encara mais não, heim?! Meu olho pode te dar porrada.
Posted by Lili in 17:12:22 | Permalink | Comments (7)

94

Voltando ao normal (Depois de um fim-de-semana com a cabeça “No Retrovisor” e no Marcelo Rubens Paiva).



Hoje, dia de voltar à rotina de verdade, pós-semana-em-sampa. Dia de ensaio dA Gaivota. Delícia. Fiquei lendo à tarde e nem postei.



Tava e ainda tou com preguiça de ler as notícias. Nem sei o que acontece pelo mundo. Tou sabendo só pela Rosana Hermann que essa é a Semana Sem TV. Uma espécie de campanha pra que as pessoas façam outras coisas da vida em vez de ver televisão, ou pelo menos tentem por uma semana - tá na linha do “Jogue sua TV no lixo”. Um tanto radical a frase, mas em alguns momentos necessária.



Eu vou aproveitar a semana pra estudar. E também pra ver todos os filmes nacionais que estão em cartaz. E queria alugar uma porrada de DVDs que eu tou pra assistir há um tempão. Vamos ver o que eu dou conta.



Por enquanto vou dar conta de um bom queijo quente!
(Você vai aderir à campanha? Sem TV, com queijo quente?)
Posted by Lili in 01:16:09 | Permalink | Comments (4)

Sunday, April 24, 2005

93


Ontem fui assistir a peça No Retrovisor.


No palco do minúsculo Centro Cultural Sérgio Porto, aqui no Rio, Marcelo Serrado e Otávio Müller. Lá fora uma chuva danada, o que fez com que a produção colocasse todo mundo pra dentro meia hora antes. Logo, meia hora pra esperar dentro do teatro. Foi nesse prefácio que fiquei sabendo que seríamos brindados com a presença do autor, Marcelo Rubens Paiva.




A peça começa no “procênio” (vou usar os termos de teatro italiano pois foi mais ou menos assim que eles organizaram o palco do teatro de arena), com os dois de paletó, gravata, jeans e all star brancos, bolando uma possível peça de teatro enquanto o público se acomodava em seus lugares. Marcelo toca violão de qualquer jeito e convida a platéia a cantar sucessos dos anos 80 com ele. E assim segue até o terceiro sinal, quando eles saem de cena e ouve-se o barulho de uma batida de carro.



A partir daí que começa efetivamente a história: dois amigos de juventude (Marcos [Otávio] e Nei [Marcelo]) se reencontram depois de 15 anos do acidente de carro que deixou Nei cego. Estão no apartamento minúsculo de Marcos, que tem um recém-nascido em casa e passa por crises financeira e conjugal, enquanto Nei se tornou um famoso cantor popular. Ambos se colocam maravilhosamente em cena, afinadíssimos, entrosadíssimos - conseguem até improvisar com uma goteira que surge no meio do palco durante o espetáculo. Marcelo com seu jeito alinhado e sacana, Otávio com sua voz imponente e seu jeito solto. Falam do que deixaram pra trás, discutem todas as mágoas e rancores, jogam verdades pelo ar. Um resistente, um comodista - o mundo mudou e eles nada fizeram.



O cenário é simples e deslumbrante, como uma grande brincadeira de criança. A luz é impecável, assim como o som, promovendo emoção e até sustos. A expressão corporal e emocional dos atores é bárbara: o público chora e ri, trocando de emoções em minutos. Tudo funciona muito bem - graças, claro, ao primoroso texto do Marcelo Rubens Paiva, que te carrega o tempo todo sem que você consiga desgrudar os olhos dos atores.



Há muito eu não via uma peça assim. Acho que a última foi Novas Diretrizes em Tempos de Paz. Mas essa, apesar de linda, ainda não chega aos pés do mundo de possibilidades que Serrado, Muller e Paiva nos propõem. Talvez seja a melhor peça que já vi até hoje.



Fui praticamente no último dia - hoje tem, mas é pelo programa Teatro Por 1 Real, então as filas são enormes e os ingressos acabam cedo. Agora, quem quiser ver tem que ir à França, onde os meninos vão representar o Brasil no ano de comemorações por nós que está tendo por lá. E, acredite, estamos muito bem representados.



Fim da crônica teatral (baixa o pano, B.O.).

Posted by Lili in 15:52:11 | Permalink | Comments (4)

92

Passei um dia bem legal.



Acompanhei o Ornito na aula dele de interpretação de manhã, depois fomos almoçar no Outback, desses almoços loooongos e divertidos, com o pai e o irmão dele. Agora dei uma passada em casa pra pegar os ingressos da peça que começa daqui a pouco: No Retrovisor, com Marcelo Serrado e Otávio Müller, texto do magnífico Marcelo Rubens Paiva.



Quando voltar faço resenhas.
Posted by Lili in 01:31:10 | Permalink | No Comments »

Friday, April 22, 2005

91

Tou no centro do Rio. Passeando. Fui no Centro Cultural Banco do Brasil comprar ingresso pra peça da Camilla Amado (Duras, Marguerite) que acaba esse fim-de-semana. Vamos, eu e o Ornito, assistir hoje. E daí aproveitei pra dar uma volta, dar uma olhada por aqui, ver as mudanças.

A Antiga Catedral Metropolitana, que tava destruída, com a torre quase caíndo, tá em reforma e tá ficando linda. Eu não sou muito fã de igreja, acho o ambiente um tanto opressor, mas não posso negar que algumas aqui do centro do Rio têm seu charme e valor (são históricamente muito importantes e bem diferentes dessas novas, chapadas). Mas na maior parte delas eu me sinto mal dentro, fico incomodada, me sinto oprimida. Lembro quando eu entrei na Ordem Primeira, ao lado da que está em reforma, na 1o de Março. Nossa… é um clima horroroso. E aquele altar da Nossa Senhora das Cabeças com aqueles ex-votos de cera em forma de cabeças… argh. Mas isso é bem gosto pessoal. A Santa Cruz dos Militares, que fica na mesma avenida, um pouco adiante, é bem mais bacana e não me oprime. Talvez porque uma seja barroca e a outra rococó. Talvez.

Mas igrejas à parte, hoje é um bom dia pra passear aqui. Tá um dia de sol gostoso, fresco - porque já choveu bastante. Você já passeou por aqui?

Posted by Lili in 17:26:03 | Permalink | Comments (4)

Thursday, April 21, 2005

90

Em 90 eu tinha 8 anos.



Foi em 90 que eu mudei pra casa onde mora minha mãe hoje. A gente - eu, minha irmã e meus pais - morávamos em cima da farmácia deles (que um dia tinha sido dos meus avós paternos) mas a situação deu uma melhorada e eles compraram essa casa. Um sobrado num dos pontos mais altos do bairro. E ficava na continuação da rua da farmácia, o que facilitava a vida de todo mundo.



Lembro que eu gostava da casa da farmácia. Era uma casa velha e pequena, mas tinha quintal. Eu e minha irmã chegávamos da escola e ficavamos lá, na farmácia, com meus pais, até a hora de fechar (na época que farmácia fechava). Ficávamos brincando entre as pratileiras, fazendo bagunça, atendendo os clientes. E depois que mudamos pra casa nova, além de fazermos isso (por um tempo, já que não dava pra ficarmos em casa sozinhas, então ficávamos lá depois da escola), quando fechava a gente passava na padaria, comprava sorvete e ia até uma árvore grande que tem no meio da avenida no caminho de casa. Subíamos na árvore e brincávamos, e depois seguíamos a pé. Era uma infância feliz.



E sim, eu estou falando de São Paulo. Como as coisas mudam, né?
Posted by Lili in 23:16:55 | Permalink | No Comments »

89

Feriado nublado no Rio de Janeiro.



Ontem me senti uma anta: quase perdi minha consulta na dentista porque cismei que a consulta dela era hoje e a do ortopedista ontem. Só que na verdade eu já tinha perdido a do ortopedista na terça e ela era ontem. Perdi o meu horário mas ela conseguiu me encaixar num outro, de um paciente que cancelou. Fiquei tão puta comigo mesma, de não ter prestado atenção no que eu mesma tinha marcado. E o pior é que às vezes eu fico furiosa mas sou incapaz de externar isso. Ontem fiquei morrendo de vontade de jogar o telefone na parede, mas não conseguia. E não é que eu não conseguia porque eu sei que eu só tenho aquele telefone e não tenho dinheiro pra comprar outro, isso eu só pensei depois. Eu simplesmente não consigo expressar raiva normalmente.



Tenho um amigo, Deus, que há cinco anos tenta me irritar ao ponto de eu conseguir “surtar”. Nada. Ontem o Ornito disse que tem horas que dá vontade de me dar um chacoalhão pra ver se eu faço alguma coisa.



Não sei se é personalidade, se é criação… sei que eu quero aprender a sentir raiva. Parece engraçado escrever isso, porque todo mundo tá sempre querendo controlar a raiva, né? Eu sou tão, mas tão equilibrada, que não me dou o direito de sentir raiva.

Aff… alguém sabe como é que eu faço isso?

Posted by Lili in 16:25:38 | Permalink | Comments (4)

Wednesday, April 20, 2005

88

O mundo tem um novo Papa. Novo é expressão, o cara já tá além. Não quero que ninguém interprete que eu sou contra idosos, mas 78 anos é um pouco demais pra assumir um cargo dito importante. A não ser que ele seja um desses super-resistentes que vivem 100, 120 anos.



Li o que todo mundo (dos outros mundos) escreveu sobre o novo-velho Papa. Bento XVI. A Rosana já comenta do erro de tradução. Seria Benedito XVI. O Observador comenta a inflexibilidade do dito, que provavelmente desagrada toda a América Latina de jeito mais liberal. O Tas comenta a cara de mau agouro do dito. Acho que ele não tá começando bem, heim?



Eu já disse que não sou católica. Mas sou blogueira e tenho direito de dar o meu pitaco. Achei esse dito com uma cara bem mal-encarada mesmo. E ouvindo e lendo uma breve história dele fiquei meio passada: o cara foi da Juventude Hitlerista e faz parte de uma facção da igreja desenvolvida da Inquisição. É um dito radical quanto à abertura ao novo modo de vida, e reacionário quanto a crenças, dogmas e outras doutrinas cristãs.



Quando a gente pensa que todos caminham por um mundo melhor sempre vem alguém dar um passo pra trás.
Posted by Lili in 16:38:04 | Permalink | Comments (6)

87

Depois de um longo e tenebroso inverno (olha a Aurora da Minha Vida aqui, Observador!) estou de volta.

Sem acesso direto a computadores, sem celular (que ficou sem bateria na segunda-feira e a anta aqui não levou o carregador), e sem televisão (o que não é novidade): foi assim que passei meus últimos dias. Em compensação bati perna à beça, como diria minha mãe. Fui pra trocentos lugares com a minha irmã. Arrumamos a festa de aniversário dela em menos de uma hora. Coisa que só dá pra fazer em São Paulo. Almocei com ela, com meu pai e meus avós. Ajudei minha mãe a montar o primeiro relatório dela no serviço novo. Fiz o dever de casa, acho que já posso ganhar presente.



Agora tou de volta ao Rio pra continuar minha bateria médica. Essa semana ortopedista e dentista. Deixei cair um galão de água desses de 20l em cima do meu anelar esquerdo. Achei que não era nada mas já deve fazer uns dois meses e não pára de doer - apesar de a dor ter diminuído. A dentista é ainda aquela história do buraco na minha boca, do canal que eu tou tendo que retrarar. Muito chato.



E aí na quinta é feriado. Acho que eu vou ficar no Rio mesmo, vou ao teatro com o Ornito assistir Marguerite Duras e No Retrovisor. As duas escerram essa semana. O que você vai fazer?

Posted by Lili in 15:47:45 | Permalink | No Comments »

86

ÊÊÊÊÊ!!! Voltei!!!



Pro Rio, pra casa, pro blog. Ficou tudo bem enquanto eu estava fora? Você se comportou direitinho? Olha que se fez malcriação eu conto pro Papai Noel, ele é meu , heim!
Posted by Lili in 15:32:00 | Permalink | No Comments »