Ontem assisti “Guerra dos Mundos“, do Steven Spielberg.
Primeira sensação pós filme? Estranho, muito estranho. Juro. Eu e o Ornito ficamos sentados como de costume durante os créditos mas desta vez tentando entender qual era a do filme. Confuso, muito confuso.
É Spielberg, então é ótimo. É e não é. A direção é realmente boa, os efeitos visuais são espetaculares, a atriz-mirim Dakota Fanning (Rachel) rouba a cena, estilo Drew Barrymore em E.T., deixando muitas vezes o ótimo Tom Cruise (Ray) no chinelo. A iluminação é linda, a produção impecável. Mas tem um problema sério: o roteiro. Porque a história renderia muito mais se o roteiro tivesse sido bem elaborado.
Os roteiristas - Josh Friedman e David Koepp - pecaram ao não elaborar o roteiro mais equilibrado: algumas cenas se tornam longas e no final você descobre que não tem muito significado para o todo; o desfecho é tão rápido que fica a sensação de que o final não faz sentido, mas faz; deixaram poucas trilhas para que se possa suspeitar qual vai ser o final, por isso a estranhesa quando acaba. Enfim, faltou tato no roteiro - e filme com falha de roteiro é igual teatro denso: se a gente não pensar muito depois que acaba acha que não gostou.
Se vale? Ainda não sei. Acho que sim pela ótima atuação de Cruise e de Fanning, além dos efeitos “thriller” do Spielberg. Mas só vá se não tiver outra opção no horário.
Fim da Crítica Cinematográfica (the end).