Wednesday, August 31, 2005

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Não dá pra ver daqui o estrago que o fogo fez na mata ontem, então não vai ter foto… :|

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Hoje de manhã fiz fotos pra um amigo meu ator, o Leo Britto. Já mandei pro laboratório e devo pegar ainda hoje. Tou ansiosa pra ver o resultado… ele se revelou estiloso pacas, perfeito pra editoriais de moda. Além disso é a estréia da Nikita, minha câmera nova.

Se o Leo permitir, eu posto uma aqui depois.

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Tá calor também ou é só aqui?

Posted by Lili at 18:12:36 | Permalink | Comments (6)

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Hoje foi o dia mais quente dos últimos cinco invernos e a previsão é a pior pra amanhã: vai esquentar mais.

Pode parecer uma notícia boba mas estou vendo daqui, do meu computador, a mata, ao lado de casa, em chamas (sim, a da foto acima, direita abaixo). É muito triste e chega a ser desesperador, já que do momento em que olhei pela primeira vez pra agora, o fogo aumenta.

Só amanhã cedo vai ser possível ver o estrago. Espero que pare por aí.

Posted by Lili at 03:20:47 | Permalink | No Comments »

Tuesday, August 30, 2005

289

Eu me recuso a acreditar que certas coisas acontecem por acaso. Não sou nem um pouco religiosa, acredito em várias coisas diferentes, que fazem sentido em momentos diferentes. Mas, de uma certa forma, acredito em destino. Não naquela coisa louca que a gente não pode mudar nada porque “Deus quis assim“, mas que, de alguma forma, algumas coisas vão acontecer, estão reservadas pra nós.

Eu, por exemplo, sei que conheceria meu ex-namorado de qualquer forma. Por acaso nos encontramos na segunda oportunidade, mas se não tivesse sido na segunda talvez fosse na terceira ou na quarta… se bem que podem ter havido mais do que duas, mas essas duas são as que a gente tem consciência. A primeira foi o intercâmbio (faríamos intercâmbio pro mesmo lugar na mesma época, mas eu não fui - o dólar dobrou e o dinheiro sumiu me dando uma das maiores frustrações da minha vida), a segunda foi como nos conhecemos, através de uma amiga minha de faculdade, assim que eu me mudei pro Rio (isso sem contar que ambos somos paulistanos, que morávamos mais ou menos perto até os dez anos dele, quando ele se mudou pro Rio).

Mas esse caso, na minha opinião, não é o mais esquisito. Nesse fim-de-semana fui pra Sampa. Chegamos, eu e o meu “namoridoOrnito na rodoviária e seguimos direto pra Guararema, com minha irmã, o “treinee de marido” dela, o Guto, meu sobrinho e minha mãe, pra conhecer a família dele. Tudo muito bom, cidade agradável, vamos almoçar na Fazenda da Estiva. Lá tem um restaurante que a família dele mantém, e logo também vai ter uma porção de chalézinhos. É um lugar lindo, uma fazenda enorme, de mil seiscentos e tralalá. Depois do almoço vamos conhecer o casarão da fazenda e… “este aqui é o quarto do meu sobrinho, que mora em Mogi das Cruzes, mas ainda mantém o quarto aqui“, disse a mãe do Guto e saiu, levando todo mundo. Eu fiquei ali, parada, com o Ornito. Eu conheço esse lugar. O Ornito achou que era deja vù ou coisa de outra encarnação. Como é o nome do sobrinho? O Ornito leu num diploma na parede: Oliver. Batata! Estive naquele quarto seis anos antes. Mas como? Pois: meu primeiro namorado, de adolescência, se mudou pra Mogi. Depois de alguns anos afastados voltamos a nos encontrar e fui ao aniversário dele, com o pessoal da escola dele, num sítio perto da cidade. No final, levamos um amigo dele em casa e o cara fez questão de nos mostrar a fazenda, que me encantou profundamente. Tomamos chá com bolo na cozinha e ele até me deu um CD de presente. Nunca mais o vi. E agora sou cunhada do primo dele, que é primo de um dos melhores amigos do Ornito.

Mundo pequeno ou coincidência ou destino? Não tenho a mínima idéia. Mas, sem dúvida, é divertidíssimo pensar nisso! Quantas pessoas ainda estarão no nosso caminho?

Posted by Lili at 14:46:48 | Permalink | Comments (8)

Monday, August 29, 2005

288

Cheguei de viagem (fui pra Sampa nesse fim-de-semana com o Ornito, pro aniversário da minha fofa tia-avó, a Tia Verônica, que completou 80 anos) e mais uma vez meu blog estava fora do ar por causa de excesso de visitas. Putz, isso é muito bom mas também é muito ruim. Porque eu adoro o Blog.com mas tá duro continuar aqui… vou ter que pagar se eu quiser ficar e ainda não sei se eu quero (pagar e ficar por ter que pagar). Tou pensando em mudar pro Blogspot mas eu não gosto muito deles… e vou perder meu layout, que eu tanto gosto… fora que eu não sei nada de html e lá tem que saber porque senão fica tudo esquisito. Vou pensar o que vou fazer. Paguei um mês pra voltar pro ar, afinal, se eu for me mudar vou precisar divulgar o endereço
Posted by Lili at 17:39:58 | Permalink | Comments (6)

Friday, August 26, 2005

287

Rolou um impasse. Não, não é nada com a mudança - as caixas chegaram direitinho e secas, já ocupam metade da sala e parte da cozinha. É que o Flávio disse que os grifos no texto incomodam porque dificultam a leitura. Eu já tinha pensado nisso, aí perguntei no post 243 e prevalesceu que eu deixasse. Mas não houve uma manifestação grande…

Por isso agora eu quero saber e daí fica definitivo: deixo ou não grifos (marcações) nos posts? Incomodam? Dificultam a leitura?

É agora ou nunca!

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Thursday, August 25, 2005

286

É duro confiar numa pessoa que a gente não conhece quando as coisas têm tudo pra dar errado. Tou dizendo isso porque eu contratei um carreto, pra trazer minhas coisas da Glória pro Humaitá. Não é muuuuita coisa mas tem coisa, tem mesa com quatro cadeiras de madeira, tem quadros grandes e pequenos, tem utensílios de cozinha, tem roupas, tem livros. Ou seja, tem caixas de papelão, de tamanhos e formatos diferentes. E é exatamente isso que me deixa encucada: a chuva da Camille e da Carmen veio pra cá (mas provavelmente não na mesma intensidade), justo hoje, no dia da mudança. E o carreto que eu contratei é uma dessas kombis abertas. E como quem tem caixa tem medo, eu liguei pro cara e perguntei se não era melhor adiar. “Não senhora, dá pra fazer sim - não se preocupe que não molha nada não“. É quase um La garantia soy yo. Medo, muito medo. Imagina meus livros nessa chuva? Medo… Mas eu vou pra lá e vamos ver se o produto é Made in Paraguay ou se a garantia realmente existe.
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Wednesday, August 24, 2005

285

É bom saber que algumas pessoas não se acomodam.

Encontrei um amigo hoje, na rua, bem por acaso - tava no centro do Rio, comprando plástico bolha pra empacotar meu Romero Britto, que eu comprei em duras prestações com meu mísero salário de estagiária na época que eu era uma pessoa normal e trabalhava todos os dias e recebia mensalmente como as pessoas normais - e ele tava saindo do estúdio de dublagem que, por acaso também, descobri que fica no mesmo prédio da empresa de Inteligência de Mercado para a qual esporadicamente presto serviços.

Há anos ele é dublador. Um ótimo dublador, diga-se de passagem (Phil Maia o nome dele). Há anos ele batalha a carreira, e vai e vem diversas marés e ele resiste e continua. Lindo. Dá ânimo saber que tem gente que não se deixa abalar e continua amando e tentando viver de arte. Outros amam, mas vivem aquela famosa vida dupla, meio a meio, parte do dia gente normal parte do dia artista. Outros só nutrem aquele sonho, escondidinho lá no fundo da gaveta, de quem-sabe-um-dia conseguir se dedicar à carreira artística.

Pois então, eu pretendo ficar no primeiro grupo, e de preferência, não sobreviver de arte e sim viver de arte, e viver bem. (eu ia perguntar se alguém tá comigo mas esse teclado não tem interrogaçãoinacreditável…) :P

Posted by Lili at 22:14:19 | Permalink | Comments (4)

Tuesday, August 23, 2005

284

Tá no O Globo:

Números tão altos fazem os Stones torcerem o nariz quando os jornalistas insistem em perguntar se é a última excursão da banda. “É a música, cara. Entendo que pensem que somos impostores depois desse tempo todo, mas tocando o que tocamos e com essas caras que temos, ‘Jumping Jack Flash’ se torna uma nova canção toda noite. Quer dizer, não precisamos disso para sustentar nossas famílias e nada temos a provar. E ninguém quer ser o primeiro a pular do ônibus em movimento. A gente acaba comendo poeira,” disse Keith Richards à revista “Newsweek”.” *

Isso sim é aproveitar bem a infância!
(eles vêm brincar por aqui em Janeiro e Fevereiro do ano que vem!)

*Grifos por minha conta.

Posted by Lili at 23:01:24 | Permalink | Comments (6)

283

Eu sou uma criança.

Sou, definitivamente. Não adianta que, apesar de muitas vezes eu ser uma velha rabugenta, a criança ainda prevalece dentro de mim. Porque eu adoro uma loja de brinquedos. Piro. Entro em transe, tenho vontade de ter tudo, de comprar tudo. Aliás, eu adoro brinquedos. Não entendo por quê a gente começa a ganhar roupas quando cresce. Roupa a gente compra quando precisa, de vez em quando, quando olha numa vitrine e gosta. Quando a gente quer fazer um agrado, uma surpresa, realmente dar um presente, tem que ser alguma coisa legal, divertida: tipo brinquedo!

Quem não gosta de dar risadas jogando um Imagem & Ação, criar histórias com bonecos, assistir desenhos animados, não sabe o que está perdendo. Aliás, a maior graça de ser criança é jogar sem competir. Na verdade é competir sem competir, sem aquela coisa chata de adulto de levar jogo a sério. Não entendo por quê as pessoas têm mania de querer ser melhor do que as outras. Todo mundo é o que é. Um joga melhor fliperama outro sinuca outro War, mas todo mundo se diverte. E se não se diverte é bocoió, que perde tempo com besteiras e não percebe que a vida não tem nada de séria.

Ó, não tou dizendo que não tem que ser responsável. Eu mesma já disse que sou super velha rabugenta de vez em quando, sou caxias com meu trabalho, mas não deixo de ver graça nas coisas, não deixo de me divertir. Porque ser adulto, pagar contas, trabalhar pra ganhar dinheiro - tudo isso é muito chato. O legal é aproveitar um dia bonito como ontem (e hoje); dar risada com os amigos; dançar de qualquer jeito, sem se preocupar se estão achando bonito ou esquisito, até cair; correr quando dá vontade; passar uma tarde jogando qualquer jogo legal só por diversão; fazer bagunça antes de dormir.

Quem precisa crescer?

Posted by Lili at 15:38:03 | Permalink | Comments (14)

Monday, August 22, 2005

282

Tá um dia lindo de sol e da minha janela eu posso ver claramente o Pão de Açúcar. E tenho reparado que a luz desses dias é linda, fica brincando com as folhas das amendoeiras coloridas entre as folhas frescas e as secas, dando um ar elegante às ruas da cidade. As pessoas parecem mais calmas nessa época - não faz nem frio nem calor, é um tempo agradavelmente estável e confortável. Até mesmo a poluição normal de inverno não chegou (ou talvez já tenha partido) então não há a faixa amarelada no horizonte, lá depois da Niterói que aparece no fundo da minha janela. A lua tem reinado sozinha no céu - nesses últimos dias, cheia - poucas vezes acompanhada de seres brilhantes que se revezam, de aviões a estrelas, com poucas nuvens e sem nenhuma chuva. Os pássaros voam barulhentos, não há insetos. Não há perspectiva de mudança e nem precisa ter: tudo vai calmo e lentamente acontecendo até o sol se irritar com o tédio e começar a esquentar e agitar as águas trazendo chuva e calor, os insetos voltarão e as pessoas, finalmente, completamente inquietas, lotarão as praias e se agitarão entre chinelos e mini-saias.

Mas ainda temos tempo

Posted by Lili at 14:36:32 | Permalink | Comments (18)