Tuesday, September 6, 2005

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Ontem aconteceu uma coisa inusitada. Depois do ensaio dA Gaivota fomos pra parada básica: o chopp. Eu não bebo, mas sou o molequinho da turma, então acompanho amarradona. Eu e mais três rapazes. Fomos pra Cobal, pedimos e um dos meninos comentou sobre um exercício que a Camilla Amado fez uma vez onde cada um tinha que esculachar cada outro presente. Achamos engraçado e resolvemos fazer… e foi engraçadíssimo! Claro, tem certas coisas que são realmente duras, que mesmo com todo mundo gargalhando você sabe que muitas são verdades - exageradas, mas verdades. Foi tão absurda a situação que a mulher da mesa ao lado parou de conversar com a amiga pra ouvir e rir dos defeitos que apontávamos no outro. Depois, pra abrandar, fizemos o oposto, levantando as qualidades. é que tá: achei mais fácil acreditar nos meus defeitos do que nas minhas qualidades. Isso significa que sou masoquista, realista ou pessimista?
Posted by Lili at 15:53:01 | Permalink | Comments (8)

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Oi, meu nome é Lili. (Oi, Lili!).

É a primeira vez que eu falo disso abertamente, mas é que hoje realmente doeu. Ai, doeu. Doeu muito, no fundo do meu ser. Doeu desesperadamente. Abrir aquele envelope e dar de cara com aquele monte de numerozinhos, todos amontoados, listadinos, muitos se repetindo, mostrando vírgula onde eu não tava nem um pouco afim de ver.



Sim, chegou minha conta de celular. Maldito. Um dia eu disse que não teria um. Na época que eu tinha um pager e achava o máximo essa coisa de ninguém te incomodar: a pessoa liga pra central e te deixa uma mensagem, quando você puder você retorna. Eu achava celular insuportável, incômodo, feio e desajeitado. Naquela época os aparelhos eram aqueles tijolões, ninguém tinha e era caríssimo ligar pra um deles. Hoje em dia continua caro ligar pra eles mas eles nem são mais uns tijolões e até são bonitinhos, com uma porção de utilidades. Eu, por exemplo, depois do advento do celular, dispensei meu despertador. Acordo todo dia com a música tema do Forrest Gump. Já terminei o joguinho de fases que veio nele e até baixei mais um, daqueles que tinha no Atari. Não tenho mais agenda telefônica em papel atualizada, já que todos os meus contatos ficam armazenados no meu chip. Enfim.

O problema é que eu viciei. Sim, viciei! Sou daquelas que não conseguem fazer nada sem o celular. Não saio de casa sem ele. Não desligo pra dormir. Pra qualquer lado da casa que eu for passar um tempo maior eu levo comigo. Fico transtornada se perceber que estou fora de área. Não desligo quando vou ao cinema ou ao teatro, apenas boto no vibracall. Sei quem está chamando pela musiquinha diferente pros grupos de pessoas diferentes. Tenho receio em mudar de operadora por causa do número.

Aí é que está o xis da questão. Eu PRECISO mudar de operadora! Eu preciso de um Nextell, porque eu falo muito interurbano e, como passo o dia todo na rua, acabo falando do celular e por isso os milhões de numerozinhos e as vírgulas. Juro, dessa vez realmente me impressionou. Ou minha família adota o tratamento Nextell ou vou ter que me internar - e, talvez, assaltar um banco pro mês que vem.

Posted by Lili at 03:49:56 | Permalink | Comments (4)