Wednesday, September 21, 2005

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Meu primeiro encontro com o Ornito (a sós) foi bem diferente do que eu estava acostumada como “primeiro encontro”. Porque a gente não jogou em nenhum momento. A gente marcou de ir ao cinema, nos encontramos pouco antes, “vimos” o filme (não pense besteira!: vimos entre aspas porque estávamos tão encantados que nem lembramos mais que filme vimos naquele dia, aliás, já até chegamos a cogitar que não entramos no cinema, mas isso acho que fizemos sim), depois fomos pra uma livraria que tem uma cafeteria dentro que é linda, a Prefácio, e quando fomos explusos por causa do horário (era domingo) ficamos olhando os filmes na prateleira da locadora em frente, planejando tudo o que iríamos assistir juntos até mais uma vez sermos expulsos, então ficamos nos encantando um com o outro na calçada até a gente perceber que não dava mais pra ficar na rua de madrugada sem fazer nada e cada um foi pra sua casa.

Mas não era isso tudo que eu ia falar. É que eu me lembrei que no dia que a gente teve nosso “primeiro encontro” a gente não ficou de jogo. A gente ficou tentando entender como o outro era de verdade. Sentamos no café da livraria, pedimos chocolates quentes e então começamos a “brincar de perguntar“. Perguntamos de tudo, de flores e frutos a livros e discos, de carros a lugares, de cores a momentos. Já tentou fazer isso? Hoje sei que foi a melhor coisa que a gente podia ter feito - e foi por isso que a gente se apaixonou logo de cara e se envolveu logo de cara e foi feliz assim, logo de cara. Porque a gente quis se conhecer. Pelo menos eu acho.

notou como as pessoas têm dificuldade de entender umas as outras, de se comunicar? A Gaivota fala sobre isso. Por que será que as pessoas têm tanto medo de tentar?

Posted by Lili at 04:01:40 | Permalink | Comments (10)