Wednesday, September 21, 2005

313

Meu primeiro encontro com o Ornito (a sós) foi bem diferente do que eu estava acostumada como “primeiro encontro”. Porque a gente não jogou em nenhum momento. A gente marcou de ir ao cinema, nos encontramos pouco antes, “vimos” o filme (não pense besteira!: vimos entre aspas porque estávamos tão encantados que nem lembramos mais que filme vimos naquele dia, aliás, já até chegamos a cogitar que não entramos no cinema, mas isso acho que fizemos sim), depois fomos pra uma livraria que tem uma cafeteria dentro que é linda, a Prefácio, e quando fomos explusos por causa do horário (era domingo) ficamos olhando os filmes na prateleira da locadora em frente, planejando tudo o que iríamos assistir juntos até mais uma vez sermos expulsos, então ficamos nos encantando um com o outro na calçada até a gente perceber que não dava mais pra ficar na rua de madrugada sem fazer nada e cada um foi pra sua casa.

Mas não era isso tudo que eu ia falar. É que eu me lembrei que no dia que a gente teve nosso “primeiro encontro” a gente não ficou de jogo. A gente ficou tentando entender como o outro era de verdade. Sentamos no café da livraria, pedimos chocolates quentes e então começamos a “brincar de perguntar“. Perguntamos de tudo, de flores e frutos a livros e discos, de carros a lugares, de cores a momentos. Já tentou fazer isso? Hoje sei que foi a melhor coisa que a gente podia ter feito - e foi por isso que a gente se apaixonou logo de cara e se envolveu logo de cara e foi feliz assim, logo de cara. Porque a gente quis se conhecer. Pelo menos eu acho.

notou como as pessoas têm dificuldade de entender umas as outras, de se comunicar? A Gaivota fala sobre isso. Por que será que as pessoas têm tanto medo de tentar?

Posted by Lili at 04:01:40
Comments

10 Responses to “313”

  1. Ronzi says:

    Legal essa história do primeiro encontro, histórias são sempre legais.

    Vc devia cursar marketing está promovendo muito bem sua peça, hehe.

    E como vão os testes para TV?

  2. cristiane says:

    a língua trai e é imprecisa. a gente nunca diz o que quer, da maneira como pensou que deveria. por isso sempre há o medo de dizer. bjs, cris

  3. carmen says:

    O medo de tentar não é menos feio que o medo de não persistir.
    Já tive medo, confesso.
    E agora, não?

  4. Não ser parece mais fácil do que ser, por isso as pessoas não tentam…

    Adoro histórias de começo de namoro! Só não conto a minha porque sou meio reservado, mas acho que já te contei pessoalmente.

    Voltando ao jogo. Infelizmente não é só no namoro que as pessoas jogam. Muitos amigos e colegas de trabalho jogam. Me irrita. Sempre gostei de coisas claras e espontâneas.

    Beijinhos!

  5. Lili says:

    Ronzi,
    não vão - por enquanto. Tenho que esperar o videobook ficar pronto.
    Bjo.

  6. Lili says:

    Cris,
    em 1996 vi uma peça sobre isso. Chamava "Uma Coisa Muito Louca", do Flávio de Souza. Era um casal que refletia com seus "alteregos" o que poderia e deveria ter feito quando se conheceram. Era ótima!
    Bjo.

  7. Lili says:

    Carmen,
    acho que todos temos medo. Mas não podemos deixar que o medo interfira na comunicação porque senão ele interfere nos sentimentos e nos resultados.
    Eu, pelo menos, tento.
    Bjo.

  8. Lili says:

    Roney,
    acho que você nunca contou do seu começo não! Se muito, quem comentou alguma coisa foi Deus. Vou adorar saber!
    E jogos são tão chatos, né?
    Bjo.

  9. Talvez as pessoas joguem porque têm medo de ficar sós.

  10. Lili says:

    Homem Pasmado (posso escrever assim ou tenho que inverter as maiúsculas?),
    pode ser… mas será que assim o risco não aumenta?
    Bjo.