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Meu primeiro encontro com o Ornito (a sós) foi bem diferente do que eu estava acostumada como “primeiro encontro”. Porque a gente não jogou em nenhum momento. A gente marcou de ir ao cinema, nos encontramos pouco antes, “vimos” o filme (não pense besteira!: vimos entre aspas porque estávamos tão encantados que nem lembramos mais que filme vimos naquele dia, aliás, já até chegamos a cogitar que não entramos no cinema, mas isso acho que fizemos sim), depois fomos pra uma livraria que tem uma cafeteria dentro que é linda, a Prefácio, e quando fomos explusos por causa do horário (era domingo) ficamos olhando os filmes na prateleira da locadora em frente, planejando tudo o que iríamos assistir juntos até mais uma vez sermos expulsos, então ficamos nos encantando um com o outro na calçada até a gente perceber que não dava mais pra ficar na rua de madrugada sem fazer nada e cada um foi pra sua casa.
Mas não era isso tudo que eu ia falar. É que eu me lembrei que no dia que a gente teve nosso “primeiro encontro” a gente não ficou de jogo. A gente ficou tentando entender como o outro era de verdade. Sentamos no café da livraria, pedimos chocolates quentes e então começamos a “brincar de perguntar“. Perguntamos de tudo, de flores e frutos a livros e discos, de carros a lugares, de cores a momentos.
Já tentou fazer isso? Hoje sei que foi a melhor coisa que a gente podia ter feito - e foi por isso que a gente se apaixonou logo de cara e se envolveu logo de cara e foi feliz assim, logo de cara. Porque a gente quis se conhecer. Pelo menos eu acho.Já notou como as pessoas têm dificuldade de entender umas as outras, de se comunicar? A Gaivota fala sobre isso. Por que será que as pessoas têm tanto medo de tentar?
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04:01:40
Legal essa história do primeiro encontro, histórias são sempre legais.
Vc devia cursar marketing está promovendo muito bem sua peça, hehe.
E como vão os testes para TV?
a língua trai e é imprecisa. a gente nunca diz o que quer, da maneira como pensou que deveria. por isso sempre há o medo de dizer. bjs, cris
O medo de tentar não é menos feio que o medo de não persistir.
Já tive medo, confesso.
E agora, não?
Não ser parece mais fácil do que ser, por isso as pessoas não tentam…
Adoro histórias de começo de namoro! Só não conto a minha porque sou meio reservado, mas acho que já te contei pessoalmente.
Voltando ao jogo. Infelizmente não é só no namoro que as pessoas jogam. Muitos amigos e colegas de trabalho jogam. Me irrita. Sempre gostei de coisas claras e espontâneas.
Beijinhos!
Ronzi,
não vão - por enquanto. Tenho que esperar o videobook ficar pronto.
Bjo.
Cris,
em 1996 vi uma peça sobre isso. Chamava "Uma Coisa Muito Louca", do Flávio de Souza. Era um casal que refletia com seus "alteregos" o que poderia e deveria ter feito quando se conheceram. Era ótima!
Bjo.
Carmen,
acho que todos temos medo. Mas não podemos deixar que o medo interfira na comunicação porque senão ele interfere nos sentimentos e nos resultados.
Eu, pelo menos, tento.
Bjo.
Roney,
acho que você nunca contou do seu começo não! Se muito, quem comentou alguma coisa foi Deus. Vou adorar saber!
E jogos são tão chatos, né?
Bjo.
Talvez as pessoas joguem porque têm medo de ficar sós.
Homem Pasmado (posso escrever assim ou tenho que inverter as maiúsculas?),
pode ser… mas será que assim o risco não aumenta?
Bjo.