Então, os filmes da semana:
“Um Estranho no Ninho“, de Milos Forman.
Jack Nicholson novinho num filme ganhador de 5 das 9 indicações ao Oscar. Uma obra no mínimo marcante. Até porque é o primeiro filme do genial Christopher Lloyd. Claro, é um filme de 1975, tem suas “descompesações técnicas”, mas as atuações, a direção e o roteiro compensam o, às vezes, simplório demais.
Um homem preso por recorrentes agressões é mandado para uma avaliação numa clínica psiquiátrica. O fio parece simples mas é brilhante diante das interpretações de Lloyd, DeVito, Duell e Nicholson - além da premiada Louise Fletcher. Nicholson vai muito bem, mas quem rouba as atenções é o garoto Jim (William Duell), que levanta uma das cenas mais envolventes do filme.
Vale a pena ver não só por ser um clássico: é uma aula de atuações e humanismo.
Fim da crônica cinematográfica (The End).
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“Tootsie“, de Sydney Pollack.
Ok, certos filmes a gente tem que assistir pra saber de onde saiu o gênero. Esse é um deles. Os típicos-filmes-de-sessão-da-tarde, bem anos 80, com pessoas enganando outras “por engano” e tudo virando uma bagunça. Esse, se não é o precursor, é um dos. Estrelado por Dustin Hoffman, Tootsie é uma comédia sobre desafios. Ok, nem tanto. Um ator com problemas de relacionamento (logo, desempregado) se veste de mulher e acaba conseguindo o papel para um show de TV, mas por conta disso envolve várias pessoas em um grande problema. Já viu algo assim?
Como deu pra notar o roteiro é fraco - isso talvez hoje, que essa fórmula já está mais do que batida. Essa comédia, de 1982, tem algumas boas tiradas, além da participação de Bill Murray, mas não vai muito além disso. Mas mesmo assim algumas cenas rendem boas gargalhadas. Hoffman vestido de mulher fica feio, mas Jessica Lange resolve o problema.
É um pipocão antigo: se quiser conhecer a genética da evolução alugue, senão assista qualquer-um-sessão-da-tarde que dá no mesmo.
Fim da crônica cinematográfica (The End).
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“O Mundo de Andy“, de Milos Forman.
Agora não adianta perguntar se você acredita no Jim Carrey como ator, você já deve ter visto “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças“. Mas Carrey cresce aqui, interpretanto Andy Kaufman, artista da década de 1970 que ficou conhecido por sua espontaneidade e por sempre surpreender o público. Sua história fascinante foi filmada com grandeza por uma equipe excelente, que contou com colaboração no roteiro do parceiro de Andy, Bob Zmuda.
Existe um brilho no olhar de Carrey que chega a ser inexplicável. Sua atuação como Kaufman é comovente. Além disso contou com participações especiais, como o elenco original de “Taxi“, sitcom estrelado por Kaufman, além de amigos e envolvidos com o artista, que recriam as situações originais para o filme. Tecnicamente é um linda produção. A recriação de época, as tomadas, a fotografia, a edição, tudo detalhadamente estudado.
Vale. E muito. E ainda, se você tiver a possibilidade de assistir em DVD, não perca o Making Of e o clipe de “Man on The Moon“, música do REM escrita especialmente por Michael Stipe para homenagear o amigo.
Fim da crônica cinematográfica (The End).