Tuesday, November 1, 2005

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Todo mundo sempre procura alguma coisa. É batata! Não tem ninguém quieto neste mundo, que aceite a vida como ela realmente é. Uns se baseiam na religião e buscam a paz eterna, o encontro com Deus ou com Jesus - ou com os dois -, outro se baseiam no material e buscam mais e mais dinheiro, vantagens, conforto. Há quem, de alguma forma tente buscar os dois, e a gente nunca sabe pra que lado essa pessoa apela mais. Tem quem busque o amor, que pra alguns vêm, mas errado, e pra outros nunca nem sequer aparece. Há quem busque o reconhecimento profissional, que não tem nada a ver com o dinheiro, mas muitas vezes vem na companhia deste. Ou seja: as pessoas procuram alguma coisa que elas supõem que as vão fazer felizes.

Pode parecer simples mas isso pode virar um plano de vida, uma busca eterna e a pessoa empacotar sem ter vivido as outras coisas pensando onde ela não conseguiu chegar. Não, isso não é um discurso desvairado. Não quero que ninguém saia por aí metendo o pé na jaca pra chegar onde espera. Mas também acho essas pessoas que envelhecem frustradas e tristes de ter visto a vida passar e nada terem feito a respeito.

Todo mundo já conheceu alguém assim. Talvez muitos de nós sejamos um pouco assim também, cegos. Mas o problema é que quando a gente começa a entrar na cegueira a gente ainda tem tempo de voltar. Depois que a gente não enxerga mais nada, aí não tem jeito: ou você morre nessa ou lastimavelmente vai se arrepender de ter sido tão radical.

Acho que é que eu queria chegar. Ser radical. Todo mundo se deixa apaixonar cegamente por alguma coisa um dia na vida. Só que alguns acabam se esquecendo da própria vida (e das dos outros), o que acaba não sendo um bom negócio.

Onde eu quero chegar com esse texto todo? Bem, Carpe Diem, lembra? Não deixe de viver nada, mas saiba abrir bem os olhos pra não cair em buraco. E não tenha medo de mudar de opinião - o mundo muda demais, por que a gente também não mudaria?

Vê lá, heim? Se é pra errar, erre com convicção! Se é pra lutar, lute mas saiba reconhecer quando uma batalha não tem mais valor.

Só não vale a pena ficar se lamentando depois.

Posted by Lili in 19:29:56 | Permalink | No Comments »