Friday, September 30, 2005

321

Tou indo viajar. Sampa, como sempre. Logo não é férias, como eu tanto queria. Vou um pouco a trabalho, um pouco pra ver a família - é aniversário do meu sobrinho - e um pouco pra ver os amigos. Tou torcendo pra dar tempo de fazer tudo.

Tou um pouco menos irritada. Menos mal. Não tou interessada em reprise de filme ruim: a última coisa que eu quero agora é voltar a ter crises de labirintite. Mas enfim. Não vou ter as férias que eu queria mas vai ser o suficiente pra eu tirar umas férias de algumas pessoas.

Vou tentar escrever de lá mas… você já conhece a situação.

Rodoviária, aí vou eu!

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Thursday, September 29, 2005

320

Preciso de férias. Férias de algumas pessoas em especial. Férias férias, dessas de viajar e se divertir e comprar um monte de badulaques que a gente não precisa também seria bom, mas não tenho previsão dessa tão cedo. Então pelo menos poderia ter férias de algumas pessoas. Porque ando cansada e estressada e já comecei a ficar mal-humorada e com dores de cabeça e acho que isso não é bom. Porque tem gente que dificulta o diálogo e brinca de Thalia quase o tempo todo e se a gente diz que isso às vezes irrita a pessoa leva mágoa pra casa como se fosse a preterida do universo. Enfim. Tou cansada de gente que me deixa cansada e que nunca pergunta se eu concordo antes e faz anúncio na frente de todo mundo que é pra eu não ter como dizer não sem parecer boba.

Enfim. Ficaria feliz se uma das pessoas lesse isso. Acho que ela entenderia. E acho que saberia que não é caso de não gostar dela mas sim de que certas coisas é bom a gente aprender pra ter bom convívio com os outros. Eu tou tentando.

Resumindo: continuo de saco cheio de gente… vou seguir a dica de vocês.

Posted by Lili at 03:59:34 | Permalink | Comments (4)

Tuesday, September 27, 2005

319

Já que perguntam… sobre o Rivotril:

Eu nunca usei nada que tirasse meu estado de consciência. Não bebo, não fumo, não consumo drogas. E nunca gostei dessa coisa de remédios controlados. Mas em 2001 teve uma greve gigante no ensino federal e eu, que cursava UniRio, tive que repor aulas intermináveis no ano seguinte - logo, não tive férias. Pra melhorar, durante o curso de Museologia (sim, provavelmente eu devo ser a única Museóloga que você conhece) tem duas disciplinas de montagem de exposição - Museografia III e IV - que são, consecutivamente, projeto e montagem. Eu peguei a primeira logo após a greve, com um “Professor Doutor” (como ele fazia questão de ser chamado) que adorava me atormentar. E como o grupo era pequeno e eu gosto da matéria, a carga caiu pra mim… e eu comecei a surtar. De verdade. Passava mal e não sabia o por quê. Achei que tinha ficado anoréxica, porque passava o dia todo enjoada, tonta, não sentia fome e assim ia. Então, durante um atendimento às pressas num Hospital por conta de uma crise, numa viagem pra Sampa, recebi o diagnóstico: labirintite.

Fiquei meio perdida depois disso. Não sabia como tratar. Fui numa médica clínica geral que me receitou tomar Dramim em caso de crise, pra cortar os efeitos. Outro me receitou Vertix, que me deixou doidinha, quase bati o carro da minha mãe. Foi então que eu resolvi procurar a mãe de um amigão meu, a Dra. Ana Cristina Rizzato, psiquiatra. E foi quando ela me receitou o Rivotril.

Morri de medo. Li a bula toda dele na farmácia, naquele livro das bulas, antes de comprar. Não sabia o que fazer com aquela receita azul na minha mão. Meus pais, farmaceuticos, ficaram preocupadíssimos: Rivotril é sossega leão, você não precisa disso. Meu pai não queria, minha mãe achou que, se a médica é de confiança, por que não? Fiz milhões de perguntas pra ela antes de tomar o remédio. Li e reli a bula, preocupada com os efeitos colaterais. “Você vai tomar subdose, duas gotas, não precisa ter medo. Vai controlar suas crises, cortar os efeitos, ajudar a realinhar.“. Tomei com medo e com acompanhamento constante. E melhorei.

Hoje em dia não tomo mais. Ele me foi tirado aos poucos, com supervisão dela. Não tenho mais crise. Talvez porque eu não me estresse mais tanto como naquela época. De qualquer forma, não abuso: se tou cansada obedeço meu corpo e descanso. E guardo o remédio que sobrou pra uma emergência - no dia-a-dia levo o Dramim na bolsa.

Não aconselho ninguém a viver de tarja-preta. Causa dependência, precisa mesmo do acompanhamento médico. Sei de casos de lapso de memória por causa do Rivotril. Eu mesma fiquei mais “peixinho dourado”, esquecidinha, depois do uso. Mas quando as coisas são feitas direito não tem problema.

Já consultei otorrino e ele me disse que minha labirintite é fraca, já tá bem melhor. Agora soube que a labirintite pode ser resultado de um choque de vértebras do pescoço, por onde passam microvasos que irrigam o labirinto, no ouvido. Sabe quando, numa batida, por exemplo, a cabeça vai pra frente e pra trás? Então. O choque das vértebras causaria um calo que dificulta a irrigação e causa a labirintite. Isso se resolveria com fisioterapia, tou pra consultar um médico a respeito.

Então, se você vai tomar ou toma Rivotril, vá com calma. Siga bem as orientações médicas que vai tudo bem. Mas procure tratar seu corpo e sua cabeça bem pra poder se livrar dele logo.

Afinal, remédio crônico significa doença crônica.

***

Aqui, o link do site da Anvisa com a bula do Rivotril para paciêntes.

***

Este post não recebe mais respostas nos comentários (por parte da autora).

Tudo o que eu podia esclarecer a respeito do medicamento já está no texto ou nas respostas de comentários dadas. Caso tenha alguma dúvida, não exite e procure um médico.

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318

(o que se faz quando se fica de saco cheio de gente?)
Posted by Lili at 02:49:47 | Permalink | Comments (16)

Monday, September 26, 2005

317

Quando eu tinha sete anos era 1989. Várias coisas importantes aconteceram nesse ano. O muro de Berlim caiu, o Brasil escolheu presidente depois de quase trinta anos de ditadura (inclusive quase tivemos a candidatura do Silvio Santos!), o Xou da Xuxa estourava na TV, foi filmado o primeiro Batman… Mas uma das coisas que mais me marcou foi a novela “Que Rei Sou Eu?“. Lembra?

Eu era criança, a novela era das sete, eu não perdia um capítulo. Claro que eu não tinha malícia o suficiente pra enteder a sátira ali, não tinha idade nem conhecimento de mundo pra saber que a Bastilha cairia na França dois anos depois na história, logo era também uma comemoração de 200 anos da Revolução Francesa. Mas era um barato!… Tive até o álbum de figurinhas, que virava um poster do Reino de Avilan, com a cara caricaturizada de cada uma das personagens - que foi, aliás, o mais completo que eu já tive, faltando umas três figurinhas pra completar só.

Sempre me perguntei por que nunca mais reprisaram a novela. A única reprise foi logo um mês depois que terminou, na Sessão Aventura, depois só na lembrança. E nunca mais foi feita uma novela tão legal e bem humorada como aquela. Claro que tiveram ótimas novelas depois, mas nada tão universal quanto. E fiquei pensando que essa nova, Bang Bang, que estréia segunda-feira, pode vir a ser a “nova” Que Rei Sou Eu?. Tem que esperar pra ver. Já tem ponto ganho por ser do Mário Prata.

Bem, se você quiser recordar, achei um site legal, e tem até a trilha sonora da novela (que eu tenho - as duas! - em fita K7). Você sabia que a Kylie Minogue canta uma das músicas? Eu, pelo menos, nunca tinha me dado conta. E a Marisa Orth fazia parte do Luni, o grupo que cantava a música tema, e ainda nem sonhava em ser famosa? No site tem foto, sinopse e afins. E neste outro tem algumas das figurinhas do álbum (pena que não o álbum todo). Tá tudo lá, é só bizoiar.

E continuo torcendo pra eles reprisarem a novela - ou lançarem em DVD. Será que já pensaram nisso?

Céus… tenho 23 anos e tou me sentindo velha! :D

Posted by Lili at 03:09:06 | Permalink | Comments (16)

Sunday, September 25, 2005

316

Existem pessoas que passam pelos blogs sem a gente saber. Elas lêem, às vezes frequentemente, mas não deixam comentários, não deixam pistas. Quando conhecemos pessoalmente ainda há a oportunidade de descobrir, já que acabam nos contando que estiveram por aqui. Tenho, que eu saiba, três desses leitores: Thalita, Deus e o Ornito. Já me disseram que lêem, mas não sei por que nunca comentaram. Deus até comentou uma vez, num post polêmico, quando um leitor esporádico não interpretou direito o que eu tinha escrito - ele se indignou e interferiu. Agora, por mais que eu peça, o Ornito nunca comenta aqui. Sempre comenta pra mim, corrige meus erros de digitação e de gramática, mas nada de comentário por escrito. E a Thalita, quando disse que vinha aqui, convidei-a a comentar, mas acho que ela prefere ficar assim, incógnita. Pena, gosto tanto das coisas que ela fala, acho que ela poderia acrescentar coisas bem interessantes.

Quantas outras pessoas devem passar por aqui e não dizer nada? É, porque o Blogstats acusa um número de pessoas e os comentários outro. Queria saber quem são vocês, por que não comentam, de onde vieram…

Será que pedindo assim, encarecidamente, vocês me respondem?  ;)

Posted by Lili at 16:49:23 | Permalink | Comments (22)

Friday, September 23, 2005

315

Ontem, enquanto jantava, fiquei ouvindo a CBN. Tenho feito isso nos últimos dias. E o jornalista ficou falando que os estadunidenses estavam enfrentando mais de 130km de congestionamento para sair da cidade de Houston. Fiquei um tempo pensando nisso. Falavam do congestionamento como se fosse o pior da história, como se o mundo tivesse parado junto com aqueles carros. E foi aí que bateu a injúria. Porque acho realmente triste o que aconteceu com os sulistas estadunidenses, que Nova Orleans tenha ficado em baixo d’água, que o furacão Rita esteja amedrontando as pessoas. Mas por que esse alarde todo aqui de uma coisa que está fora do nosso alcance?

Fiquei me lembrando quantas enchentes já passei quando morava em Sampa, quantas pessoas já foram lesadas, quanto congestionamento eu já peguei. Lembro que em 1998, durante uma enchente, fiquei 7 horas dentro do carro tentanto fazer um percurso que normalmente demora 20 minutos. Não me lembro de ter tido todo esse alarde na mídia na época. O crescimento não planejado das cidades e as catástrofes naturais causam danos no mundo inteiro, certo?

Nada contra eles - aliás, desejo muita sorte a todas essas pessoas - mas não há motivo agora para todo esse alarde, primeira matéria do site dO Globo (agora, depois da chuva que caiu por aqui, não mais).

Problemas sempre existir(am)ão…

Posted by Lili at 17:48:30 | Permalink | Comments (3)

Thursday, September 22, 2005

314

Eu ando bem musical esses dias. Isso porque ganhei de presente de aniversário (!) no começo dessa semana um desses MP3 player. É muuuuito bom poder ouvir música fora de casa de novo - porque não tenho walkman nem diskman desde 2000, acho. E o bom desses bichinhos é que, além do som ser excelente, cabem músicas pacas e (o melhor) no bolso! Só que agora pareço uma louca, dançando e cantando no meio da rua. :D

Tenho ouvido, portanto, um pouco de tudo. De Fiona Apple à Kid Abelha, de Rolling Stones à Edith Piaf.

Alguma sugestão pra colocar no playlist?

***

PS > Camille, segui a sua dica do post 312 e tou baixando a Madeleine Peyroux. Cris, vou ver se baixo Placebo. Que mais, que mais?

Posted by Lili at 23:49:15 | Permalink | Comments (10)

Wednesday, September 21, 2005

313

Meu primeiro encontro com o Ornito (a sós) foi bem diferente do que eu estava acostumada como “primeiro encontro”. Porque a gente não jogou em nenhum momento. A gente marcou de ir ao cinema, nos encontramos pouco antes, “vimos” o filme (não pense besteira!: vimos entre aspas porque estávamos tão encantados que nem lembramos mais que filme vimos naquele dia, aliás, já até chegamos a cogitar que não entramos no cinema, mas isso acho que fizemos sim), depois fomos pra uma livraria que tem uma cafeteria dentro que é linda, a Prefácio, e quando fomos explusos por causa do horário (era domingo) ficamos olhando os filmes na prateleira da locadora em frente, planejando tudo o que iríamos assistir juntos até mais uma vez sermos expulsos, então ficamos nos encantando um com o outro na calçada até a gente perceber que não dava mais pra ficar na rua de madrugada sem fazer nada e cada um foi pra sua casa.

Mas não era isso tudo que eu ia falar. É que eu me lembrei que no dia que a gente teve nosso “primeiro encontro” a gente não ficou de jogo. A gente ficou tentando entender como o outro era de verdade. Sentamos no café da livraria, pedimos chocolates quentes e então começamos a “brincar de perguntar“. Perguntamos de tudo, de flores e frutos a livros e discos, de carros a lugares, de cores a momentos. Já tentou fazer isso? Hoje sei que foi a melhor coisa que a gente podia ter feito - e foi por isso que a gente se apaixonou logo de cara e se envolveu logo de cara e foi feliz assim, logo de cara. Porque a gente quis se conhecer. Pelo menos eu acho.

notou como as pessoas têm dificuldade de entender umas as outras, de se comunicar? A Gaivota fala sobre isso. Por que será que as pessoas têm tanto medo de tentar?

Posted by Lili at 04:01:40 | Permalink | Comments (10)

Tuesday, September 20, 2005

312

Ai, minha Dadazinha!… Por que diabos eu fui me meter a produzir peça? Não quero mais. Alguém quer?

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Fui assistir à peça “Else” e ao filme “Casa Vazia“. Não consegui escrever sobre nenhum deles ainda. Mas vou. Só espera um pouquinho porque tá duro…

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Tou com saudade de ler blogs… Vocês poderiam me fazer um resumo do que vocês andam escrevendo por aí?

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Mal tou conseguindo acompanhar as notícias. Mas vi que o Chico Recarey foi preso pela terceira vez no ano e que o dinheiro do tráfico que foi apreendido no carro do empresário que mandava cocaína para Portugal via carne congelada foi roubado da sede da PF no cais do porto, aqui no Rio. Brincadeira…

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O que é que vocês andam ouvindo de bom?

Posted by Lili at 23:07:18 | Permalink | Comments (12)