Sunday, September 18, 2005

311

Amigos, perdão.

Eu sempre me esforcei para postar uma vez ao dia, pelo menos, mas com a correria que tá minha vida não tou conseguindo, muitas vezes. Também não tou conseguindo visitar meus amigos de blogosfera (me dá uma saudade!…). Mas as coisas devem acalmar (?)…

Posted by Lili at 13:55:49 | Permalink | Comments (6)

310

Eu nunca me interessei por bebidas alcóolicas. Aparentemente não existe um motivo específico: toda minha família bebe (alguns numa boa outros nem tanto) por isso o álccol sempre foi uma constante em festas e afins. Mas quando você cria um hábito, dificilmente perde assim, de uma hora pra outra.

Quem bebe não percebe como o álcool é forte na boca e no organismo. Ele volatiliza rápido e dá uma sensação de queimação que começa na boca e depois no esôfago e depois no estômago, ainda no primeiro gole. Provavelmente tem gente que gosta disso no álcool - as pessoas que gostam das bebidas quentes, por exemplo. Mas para quem não bebe, o mais doce licor desce quente e às vezes intragável.

Lembro que quando era pequena, naquela coisa de educação-social-para-o-mundo, meus pais me alertavam para não aceitar coisas estranhas, não importa de quem viesse, mas ao mesmo tempo a pressão familiar para com a ovelha negra era grande: “Como é que ela não bebe nada? Só um pouquinho, não tem problema“. É, o álcool virou uma droga social. As pessoas confraternizam ao redor de uma garrafa - assim como quem consome maconha, ao redor de um baseado. E, apesar da aparência, não aceitam facilmente quem não quer consumir o manjar dos deuses deles, fazem sempre piada, tentam sempre convencer, alguns até se afastam. Claro que quem não bebe acaba se afastando de alguns grupos: chega a ser insuportável estar sóbrio junto de um bando inteiro de bêbados, por mais companheiros que eles sejam - é quando o sóbrio passa por chato, por careta, por carrancudo.

Na verdade, como já disse, não tenho nada contra o álcool. É uma droga histórica - assim como o tabaco - por isso o consumo social é bem aceito: tem tradição. O que me incomoda é a necessidade das pessoas em forçar a barra.

É como não gostar de abobrinha - qual o problema?

Posted by Lili at 13:51:40 | Permalink | Comments (12)

Friday, September 16, 2005

309

Cada vez eu fico mais espantada da forma como as pessoas chegam aqui. Tem gente que chega através de blogs amigos, através do links nos meus comentários em blogs por aí, e através do Google. Normal, certo? Mais ou menos.

Quando eu coloquei o nome desse blog de Rivotril era pra fazer uma brincadeira: um ansiolítico acalma - essa seria a função do blog pra mim: acalmar. O que eu não esperava era a quantidade de buscas no Google por informações sobre o dito cujo. Todo mês ele é o campeão de citações de busca de quem chega aqui. Pelo menos isso é o que me informa o “Blog Stats“, ali em baixo, à direita. Mas tem outras coisas muito, muito esquisitas…

“Como tomar Rivotril”, “Indicações de Rivotril”, “Rivotril preço”, “Rivotril com cerveja” (essas são as recorrentes, sempre referentes ao remédio)

“Como fazemos para ligarmos para os EUA?” (por que não foi direto ao site da Embratel ou alguma outra companhia telefônica?)

“Desenho modelo vestido Mortícia Adams” (como é que isso faz referência ao Rivotril?)

“Unificação dos estados chineses” (Uau! Referência à história chinesa? Taí uma coisa que eu nem imaginava que o Rivotril podia fazer. Como? Boa pergunta)

…E como é que você chegou aqui?

Posted by Lili at 16:45:57 | Permalink | Comments (57)

308

Quem, em algum momento, achou que o Severino não ia renunciar? (o Bob Jeff, que os caras tanto cismam em frisar a opção sexual, foi mais homem do que ele - dentro da ratoeira, claro, porque ninguém é glorioso dentro desse meio).

***

Por falar nisso, li um editorial da Soninha pra revista TPM fantástico. Tá aqui. E ela tem razão: as pessoas estão completamente surtadas.

Posted by Lili at 16:11:32 | Permalink | Comments (12)

Thursday, September 15, 2005

307

Não tou conseguindo escrever: quando eu posso o computador tá ocupado, quando eu finalmente consigo ele dá tilt e fica brincando de voltar página. Ah, esquece. Deixa eu falar rapidinho:

Hoje devo gravar meu videobook. Aquela coisa que os atores fazem pra mandar pros produtores com duas cenas gravadas, pros produtores verem nosso trabalho e chamarem a gente pra trabalhar. Finalmente. Tava precisando muito disso.

***

Fiquei impressionada ontem: você tem noção quanto custa pra trocar um vidrinho, desses canelados de basculante? 40 reais! E sabe quanto custa pra trocar um miolo de chave tetra (papaiz)? 35 reais! Como é caro! Putz, ter casa é ter despesa.

***

Tirei a bota de imobilização mas meu tornozelo continua doendo. Tou fazendo fisioterapia mas dói quando não tou no médico. Alguém sabe como fazer pra melhorar?
Caso: torção do tornozelo esquerdo, parte externa.

***

Finalmente abriu um solzinho!… não queria calor não, mas a chuva que tava!… Medonho.

Posted by Lili at 13:19:00 | Permalink | Comments (9)

306

Fui assistir à peça “O Jogo“, de Mariela Romero, direção de João Fonseca.

A peça, em cartaz no teatro Sérgio Porto, é um emaranhado de situações do cotidiano vividas cenicamente numa espécie de jogo continuo entre Ana (Rafaela Amado) e Ana (Iracema Starling). Pode parecer confusa a descrição mas é isso mesmo: um jogo cênico ad infinitum.

A montagem é ótima: Rafaela (que é a cara da mãe, Camilla Amado) e Iracema entrosadíssimas, com um trabalho corporal difícil, além da interpretação bem detalhada. O cenário simples e surpreendente dá vazão à imaginação do público que, ao final do espetáculo, fica cogitando as possibilidades do jogo. A iluminação e a trilha sonora bem colocadas. O texto em si não é um primor, tendo uma queda pouco antes do final do espetáculo, mas o “jogo” proposto é tão bom que as palavras acabam importando pouco.

Vale muito a pena ver. É um espetáculo bem diferente dos que costumamos ver em cartaz e vem bem apresentado.

Fim da crônica teatral (fim).

Posted by Lili at 13:05:58 | Permalink | Comments (2)

Wednesday, September 14, 2005

305

Mais uma vez perdi a hora e meu relato da terça vai sair na quarta. Me irrita isso. Pensei até em falsificar a data, mas é muito feio passar a perna em mim mesma. Enfim.

Hoje encontrei a Branca no ônibus. Lembra que eu falei dela aqui? Que estudei com ela e que ela é uma ótima atriz que tava em cartaz? Pois. A gente se conheceu num workshop do Matheus Naechtergaele em 2003, que foi onde eu redescobriA Gaivota“. Depois disso a gente se desencontrou pacas. Pois eu tava doida pra encontrar com ela porque eu tou atolada fazendo o projeto dA Gaivota pra tentar encaixar na Lei Rouanet (aquela, de incentivo à cultura) e achei que ela poderia dar umas dicas, e por acaso, rapidinho, a gente se encontrou.

E ela me falou que a peça tá linda, a casa tá cheia e o espetáculo foi prorrogado até final de setembro. Ai, teatro assim é bom demais!

Fica a dica:

Else
Sextas e Sábados, meia-noite
R$ 15,00
Espaço Cultural Sérgio Porto
Rua Visconde Silva, 163 - Humaitá
Tel: 21 - 2266-0896

Posted by Lili at 06:03:44 | Permalink | Comments (10)

Monday, September 12, 2005

304

Terminei o livro “Não És Tu, Brasil” do Marcelo Rubens Paiva e fiquei me perguntando: quantos que estão aí, perdidos pela política, guardam consigo algum detalhe de algo muito, muito importante? Quantos foram participantes ou coniventes com o aumento do poço (esse mesmo, que estamos enfiados, sufocados)? O livro, que mistura ficção e realidade, não deixa claro o limite da verdade, não é a intenção do autor. Omite, provavelmente, muita coisa “importante” - talvez propositalmente, talvez por “como colocar tudo?”, como selecionar “o mais importante”?

É nessas horas que eu me sinto uma criança - num outro sentido, não no que já usei aqui. Porque me sinto confusa, desprotegida. Sou da Geração 80. a geração perdida: a gente não foi bem informado sobre o mundo. Aliás, fomos poupados. Somos os bibelôs que balançam na estante postada no meio do caminho. Quem vai explicar pra gente o que acontece, o que aconteceu, pra gente entender o que acontecerá? Eu queria colo, queria que alguém me ensinasse - como novamente na escola - tudo do mundo. Porque parece que sempre vai faltar uma peça nesse imenso quebra-cabeças que é a nossa história.

Como querem que nós mudemos algo se mal sabemos o que está errado? Quem é mocinho e quem é bandido, afinal? Porque eu, sinceramente, olhando assim, com a instrução que me foi dada, tenho a sensação de que está tudo errado. E como se muda tudo?

“Coragem, coragem, eu sei.
Esta é a minha geração - nós somos o futuro!
Mas nós não temos ninguém pra lutar contra.
Aliás, nós não queríamos lutar, queríamos juntar… acreditar.
(…) Será que tudo que me dizem algum dia vai ser real?
Esta é uma canção de amor.
Esta é uma canção de amor…
Esta deveria ser uma canção de amor.”


Dan Stulbach
Dom Quixote em Algum Lugar dos Meus Sonhos (Adaptação)
(parte do primeiro monólogo) 1998.

Quem, afinal, pode nos dar respostas?

Posted by Lili at 14:46:00 | Permalink | Comments (12)

Sunday, September 11, 2005

303

Fiquei sabendo pelo Querido Leitor, da Rosana Hermann, que o Google Maps atualizou as fotos de satélite de Nova Orleans nos últimos dias de agosto. Tá lá, num link separado, vermelhinho, Katrina.

Dá pra fazer um comparativo de como a cidade era antes e como está agora.

Impressionante.

Posted by Lili at 16:08:08 | Permalink | Comments (6)

Saturday, September 10, 2005

302

Seguindo o Inagaki e a Denise Arcoverde

Não bordo mas tricoto - bem mal, mas tricoto. Tou tentando fazer um cachecol azul Yves Klein mas tou demorando horrores e sempre erro os pontos, aí o cachecol vai ficando cheio de buracos, mas vou usar do mesmo jeito -. Não me arrisco no crochet. Sei desenhar e pintar mas ando um pouco enferrujada. Vou aprendendo violão aos poucos e morro de vergonha quando fazem a Elisa cantar (porque a atriz canta amarradona se for preciso). Amo minha profissão apesar de me sentir a malabarista na corda bamba todo o tempo. Fotografo por prazer e por profissão e gosto de ser fotografada por quem gosta de fotografar. Sou canceriana com ascendente capricórnio, e como eles brigam muito pela liderança, quem toma conta é a lua em aquário. Sou cão no chinês, por isso rosno de vez em quando - mas quase nunca mordo. Gosto de pessoas, mas nem sempre. Pela primeira vez desde meus 6 anos tento deixar as madeixas crescerem e tou adorando! Nunca fiz dieta, mas não como uma porção de coisas (ou porque não gosto ou por opção). Tenho preguiça de cozinhar por isso sempre acabo no macarrão com molho de pimenta calabresa e nos meus amados pães-de-queijo. Sorrio sempre mas sou crica, principalmente quando estou trabalhando. Dinheiro é sempre uma incógnita na minha vida mas tenho dois mecenas que me salvam - e pra um deles devo uma quantia pequena no geral mas grande na minha atual possibilidade. Sou tranquila pra lidar com o mundo mas tou num processo de aprender a lidar da mesma forma com o que mexe comigo. Procuro não julgar nem incomodar ninguém. Sou coração de manteiga na maior parte das situações. Amo nuvens e cavernas e água (doce ou salgada) e pareço criança quando ando de avião. Aliás, cada vez mais me sinto mais criança. Fico impressionada toda vez que sobrevoo a Restinga de Marambaia. Adoro dar e receber presentes, principalmente quando são frutos de momentos espontâneos. Sou emocional e racional ao ponto de me irritar com meu equilíbrio. Adoro morder, especialmente bochechas.



E você?



Tenho visto coisas tão legais da galera que decidiu seguir o “detalhamento” que resolvi botar os links de quem fez. Dá uma olhada lá e, se te inspirarm faça também - e não esqueça de avisar!


Denise        Inagaki        Cristiane
        Luciana       Ronzi     

Posted by Lili at 19:34:15 | Permalink | Comments (18)