Tuesday, January 31, 2006

402

Dublê de Corpo“, de Brian de Palma.

Um filme exagerado, over. Veja que não estou falando que ele é ruim, apenas que é exagerado.

Dublê de Corpo” é um filme estranho: um pouco previsível, um pouco surpreendente. Os desfechos se tornam previsíveis, mas os acontecimentos são realmente surpreendentes. O filme tem acontecimentos tão malucos que fica difícil até mesmo fazer uma resenha da sinopse sem comprometer o olhar do espectador.

Graig Wasson (como Jake Scully) não está um excelente ator, Melanie Griffith (Holly Hollywood) ainda não dá sinais o suficiente de que se tornaria uma boa atriz e Gregg Henry (Sam) tem atuação muito óbvia. Entretanto, não dá pra dizer que o filme é ruim: o argumento salva. É um filme dentro de um filme que trás, o tempo todo, a metalinguagem à tona. Não chega a ser o embrião do Matrix, mas é uma bela surpresa nesse sentido.

Quanto à produção, relevemos que se trata do início dos anos 80 (1984) e tudo é um tanto precário. A direção é boa, a trilha envolvente e tensa, mas o resto da produção é um tanto mais ou menos. Talvez porque seja tudo datado demais. É fraco, mas é um filme que até vale a pena ver.

Fim da crônica cinematográfica (The End).

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Coisas Belas e Sujas“, de Stephen Frears.

Um imigrante ilegal em Londres começa a descobrir um mundo estranho a partir do hotel onde trabalha. Talvez essa seja a linha principal do filme, mas vai muito além. É um filme que fala das coisas que acontecem o tempo todo pelo mundo e que não vemos porque somos acondicionados a não enxergá-las.

Chiwetel Ejiotor (Okwe) se mostra muito bem: sua interpretação é sensível, sem exageros mas detalhada. Audrey Tautou (Senay Gelik) entretando não encanta tanto como em Amélie Poulain*, talvez pela densidade que sua personagem mereça. Os outros atores ajudam a segurar o filme, mas a falta de um climax deixa o filme abaixo das espectativas.

As cores do filme são lindas. A arte é bem planejada, levando em consideração esse mundo estrangeiro paralelo dentro de Londres. A edição merecia mais atenção, talvez um outro ritmo. A trilha passa ao longe. A direção e o roteiro, no fim das contas, não surpreendem, não apreendem o suficiente: o filme fica no meio do caminho, não aproveita bem o argumento.

Até vale, mas…

Fim da crônica cinematográfica (the end).

***

Bem-Me-Quer, Mal-Me-Quer“, de Laetitia Colombani.

Audrey Tautou (Angélique) é linda, mas precisa de boa direção. Essa é a maior lição técnica do filme. Isso porque é ela quem comanda a primeira metade do filme - cujo argumento e o roteiro são interessantíssimos, apesar de algumas falhas que nos levam a questionar a inteligência dos franceses - mas não consegue erguer sozinha porque, claramente, não está sendo dirigida. Colombani se preocupa com outras coisas e não com a direção de atores de seu filme, o que leva ao disperdício da primeira parte, um tanto perdida e arrastada, com atores entregando as ações antes que elas aconteçam.

Isso fica visível porque a segunda metade, comandada por Samuel Le Bihan (Loic), o filme pega outro fôlego. Le Bihan está mais preparado que Tautou, e isso fica mais do que explícito. Sua atuação é ótima enquanto a de Tautou é simplesmente boa, apesar da rica personagem que esta tem nas mãos.

A parte técnica é outra responsável pelo péssimo andamento da primeira metade do filme: a edição é lenta, “filme francês demais“, não levando ao clima que o roteiro propõe. A trilha que poderia ajudar, por conta da edição ruim, atrapalha. A arte e a fotografia não chamam atenção. Ou seja, o filme tinha tudo pra ser bom, mas como perde metade, fica médio. Bem médio.

Fim da crônica cinematográfica (fin).

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Laranja Mecânica“, de Stanley Kubrick.

Um clássico. Por mais que amem ou odeiem, Kubrick realmente criou um clássico. Isso é claro pelo argumento, pela direção e pela plastica, completamente atemporais. Kubrick consegue misturar clichês com novidades, e surpreender.

Apesar das controvérsias a respeito do nome do filme - no Orkut, por exemplo, ninguém consegue chegar a um conceso sobre seu significado - claramente o filme trata da alma humana e suas vontades mais escondidas - e o que se pode fazer com elas. Todas as personagens agem conforme suas vontades, cada um da sua forma, dentro da sua moral. E tudo é muito mais do que parece. Esse é um dos motivos por que o filme é universal e atemporal.

Outro é a estética: a arte foi toda baseada na vanguarda do design da década de 70, que acabava de começar (o filme é de 1971). E como toda estética extrema não vinga, não prossegue (talvez pela falta de dinheiro para continuar em prática), Kubrick conseguiu um ambiente diferente, mais do que moderno, alheio a qualquer coisa que se há de inventar mas já inventado, e que não fica nem um pouco datado. E a mistura do velho com o novo, as excentricidades, todos os detalhes visuais fazem do filme um mundo paralelo, além, mas extremamente real.

Malcom McDowell (Alex) tem uma atuação rica, expressiva, mesmo quando mal pode se expressar. Os atores à sua volta completam o jogo da forma certa, como um relógio. Tudo funciona bem em “Laranja Mecânica”: edição, trilha sonora, fotografia, luz, arte, direção. Tudo parece milimétricamente calculado para segurar a trama complexa, que trata de muitas coisas ao mesmo tempo sem tratar de nenhuma “polêmica” especificamente, como é tão comum nos filmes que querem fazer refletir

Resumindo: Laranja Mecânica é uma obra-prima. Precisa ser visto.

Fim da crônica cinematográfica (The End!).

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(* Filme já comentado aqui, siga o link)

Posted by Lili at 14:33:45 | Permalink | Comments (26)

Monday, January 30, 2006

401

Eu quero tanto um dia poder tirar uma foto com todos os meus grandes amigos reunidos…

(sessão saudade)

Posted by Lili at 03:32:04 | Permalink | Comments (4)

Sunday, January 29, 2006

400

Eu preciso contar um segredo: eu tenho uma irmã gêmea.

Juro. Na verdade, as pessoas não sabem, e nossos pais adotivos não sabem que a gente descobriu - nossos pais biológicos, inteligentes, colocaram uma em Niterói outra em São Paulo, pra que a gente não se encontrasse. Mas a gente se descobriu quando, depois que eu mudei pro Rio, comecei a frequentar as bandas do meu então namorado, o Rafa, em Niterói.

Somos gêmeas univitelinas. Mesmo separadas, a gente sempre fez tudo juntas. Fizemos tatuagem na mesma época - eu, no Rio, ela, nos Estados Unidos -, descobrimos o teatro, entramos na faculdade, até demos o primeiro beijo na mesma época. Tudo, claro, sem saber que a outra fazia a mesma coisa, sem nem saber da existência da outra.

E as pessoas, como não sabem que somos gêmeas, nos confundem na rua, em fotografias, em vídeos. Acham que falam com uma e estão falando com a outra. Só percebem as que nos conhecem mais, porque temos temperamentos bem diferentes, e porque, depois de um tempo de convívio, é impossível não diferenciar um par de gêmeas.

Aliás, quando descobrimos que somos irmãs, achamos por justiça começar a compartilhar as coisas: compartilhamos um ano-novo, compartilhamos festas, compartilhamos amigos (vide Cris e Paulinho), compartilhamos até mesmo… um namorado: o dito Rafa. Um ótimo namorado, diga-se de passagem. Mas, claro, uma de cada vez, mas o que não nos polpou de uma série de confusões.

Tou contando esse segredo porque a Cris pediu. E ela tem razão, já tava mais do que na hora de a gente abrir essa história-tão-bonita pra humanidade, você não acha?

:D

Posted by Lili at 16:22:10 | Permalink | Comments (10)

Friday, January 27, 2006

399

A brincadeira é válida, ganhou a rede, mas entra pra sessão eu-sinto-vergonha-alheia:

Vou Te Excluir do Meu Orkut

Céus…

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Pra quem ainda não sabe, eu explico: tem um rapaz, Ewerton, que “inventou” - aparentemente por brincadeira - o sertanerd, que se popularizou rapidamente pela rede por conta dessa música, do link acima…

Posted by Lili at 22:21:58 | Permalink | Comments (12)

398

Fala se eu não moro num lugar maravilhoso…
Posted by Lili at 15:06:37 | Permalink | Comments (6)

397

Ah! Finalmente assisti “Laranja Mecânica“! Sim, era uma vergonha uma marmanja de 23 anos nunca ter visto esse clássico, mas sempre é tempo, certo? Vi e vou botar a crônica, claro, junto com outros três ou quatro filmes que vi essa semana.

Aliás, tou achando o máximo essa coisa de DVD a preço acessível: meus amigos têm verdadeiras locadoras em casa. E o melhor, só de filmes bacanas, nada daqueles bobagens que não merecem 1 real. Ontem fui à casa de um deles e peguei o “Laranja Mecânica” e “Noites de Cabíria“, do Fellini, que ainda vou ver. Peguei dois, mas ele tem muito, muito mais…

E aí? Qual DVD você vai me emprestar? ;)

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Aqui em casa tá tocando “Last Of The Independents“, do Pretenders. Já ouviu?

Posted by Lili at 12:40:54 | Permalink | Comments (16)

Thursday, January 26, 2006

396

Povo-Pop, é o seguinte: a Cris e o Paulinho vão estar viajando no 1° findi de março. O que significa que há sim controvérsias no post anterior, e a data não vai poder ser esta.

Pensamos então no 2° findi, dias 11 e 12 de março. Mas estamos bolando algo mirabolante e diferente pra esse encontro.

Digam-me uma coisa: todo mundo do Povo-Pop deixou seus endereços de email com o Moço-Ronzi? Se não, façam o favor de deixar.

Vai rolar uma coletiva

Posted by Lili at 01:37:24 | Permalink | Comments (10)

Monday, January 23, 2006

395

Me chamem de invejosa. In-ve-jo-sa!

Eu sei que é feio… mas não dá pra não querer morder o cotovelo, de tando que dói. A boca espuma e baba, muito.

Isso tudo é porque eu queria muito ter ido ao encontro do Povo-Pop em Sampa, nesse fim-de-semana. (O Povo-Pop = colunistas que já formam o embrião da nossa revista eletrônica Pataca Pop comandada pelo sem-comentários Ronzi).

E a paulista acariocada aqui não podia ir pra SP, precisava trabalhar…

Tem post sobre o encontro no blog do Edu, do Ronzi e provavelmente terá no da Cris, da Lili xará e do Paulinho.

Mas já deixo o primeiro lance aqui, pro próximo: 1° fim-de-semana de março.

Controvérsias?

Posted by Lili at 13:25:00 | Permalink | Comments (28)

Sunday, January 22, 2006

394

Rápidas, pra dormir:

:: O surto-celulárico já tá passando, tou me conformando. Mas ainda aceito doações (pode ser o celular de uma vez só ou em dinheiro mesmo).

:: Acabei de voltar de um show do Cabaret na Casa da Matriz e, definitivamente, eu sou uma velha. A última vez que eu estive lá acho que foi em 2003. Mudaram os cenários, um pouco a cara do público… mas eu achei mais apertado e barulhento do que eu já achava. Vi o show e zarpei. Muito bichinho-do-mato, não?

:: Consegui, finalmente, assistir “Dublê de Corpo“, do Brian de Palma, inteiro. Um professor meu de redação, no colégio, começou a passar pra gente mas o tempo da aula acabou no primeiro terço do filme e nunca mais. Ponho a crônica depois, claro.

:: Tou estudando uma personagem na aula de interpretação que fuma, e eu não fumo. Vai ser punk. Vou ter que comprar cigarros pra me acostumar a mexer com eles. Não, não vou fumá-los. Mas um não-fumante a gente identifica fácil no palco pela forma como segura o cigarro. A famosa intimidade. Tem alguma dica pra me dar?

Posted by Lili at 04:50:18 | Permalink | Comments (15)

Wednesday, January 18, 2006

393

Eu sei, eu consegui resolver o problema, comprei um aparelho novo por 15 reais, não perdi quase nenhum número de telefone, não fiquei nem um dia sem celular…

MAS EU QUERO MEU K300i DE VOLTA!!!

(Desculpe pelo meu surto. Vai passar…)

Posted by Lili at 17:37:32 | Permalink | Comments (20)