Monday, February 27, 2006

418

Quando eu era criança adorava bolinhos de chuva. Sempre me lembro da minha avó Dina e da minha tia-avó Verônica na cozinha preparando os bolinhos. Não era sempre que elas faziam. E era sempre muito gostoso. Eu e meus primos ficávamos eufóricos com os bolinhos doces e quentinhos que, me lembro, tinha até rapinha de limão. Elas sempre foram ótimas cozinheiras.

Pois nessa saudade de infância inventei de fazer bolinhos de chuva pra mim. Nunca tinha feito. Descobri uma receita - que infelizmente não levava raspinha de limão - e lá fui eu pra cozinha nesse domingo de carnaval. Massa facinha, mistura tudo e pronto. Só fritar. Foi então que descobri por que elas faziam bolinhos sempre juntas: é impossível pingar e fritar e escorrer os bolinhos sozinha. Eles fritam muito rápido no óleo quente. E se você não pinga logo o óleo queima. Se você não tira logo os bolinhos queimam. E se você não tira os bolinhos com cuidado eles ficam engordurados.

O resumo é óbvio: meus bolinhos não chegaram nem perto dos bolinhos de chuva que minha memória guarda. Ficaram comestíveis, mas… da próxima vez melhor encomendar na padaria.

Posted by Lili at 04:56:04 | Permalink | Comments (14)

Saturday, February 25, 2006

417

Que saco!

Não tem nada mais pra ler nos dois últimos posts - e nem nesse daqui - pra ter esse botão maluco vermelho aí em baixo. Ele nunca deu esse tipo de tilt, porque será que começou a dar agora?

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Mandei um email pros caras do Blog.Com e eles me deram a solução do problema. Ufa! Tirei.

Posted by Lili at 01:36:20 | Permalink | Comments (4)

416

Se Eu Fosse Você, de Daniel Filho.

Por ser um escolado diretor de televisão Daniel Filho conhece a fórmula do trabalho preciso. Preciso no sentido de tempo - dizem que o filme foi feito rápido, com atores e equipe afiados e bem maestrados -, e no sentido foco. O de Se Eu Fosse Você é na dupla Tony Ramos & Glória Pires.

A história é a velha de sessão da tarde: um dia, por acaso, duas pessoas trocam de corpos. Aparentemente tudo para ser um filme banal. Mas o diretor soube escolher bem seus protagonistas e o roteiro afiadíssimo de Adriana Falcão, Daniel Filho, Renê Belmonte e Carlos Gregório completou o espetáculo. O filme acaba sendo um grande azarão vencedor, com atuações brilhantes e um carisma junto ao público como poucos outros filmes conseguem, ainda mais sobre um tema tão batido.

Tecnicamente não se ressalta, apenas cumpre sua função. O elenco dá um ótimo suporte ao casal principal (com excessão da atriz que faz a dona da empresa de Lingerie, de expressividade zero), e até a trilha sonora é bem acertada. Mesmo pras pessoas de humor difícil é um prato cheio. Mérito de Tony e Glória, Mérito de Daniel.

Fim da crônica cinematográfica (Fim).

Posted by Lili at 01:23:26 | Permalink | Comments (11)

415

Munique“, de Steven Spielberg.

Difícil mesmo definir Munique. Segundo Lili, a Ruiva, Spielberg é rei em fazer filmes chatos bem dirigidos. Acho que isso se aplica também a este.

O filme é uma história inspirada em fatos reais, sobre as consequências do atentado aos atletas israelenses por um grupo radical palestino nas Olimpíadas alemãs de 1972. Conta com um protagonista bom (Eric Bana), tem uma boa direção, mas não tem uma edição precisa - o que acaba rendendo 2h40 de filme não tão necessárias -, nem mesmo nenhuma inovação de linguagem ou imagem. É apenas um filme bem montado, com boa direção de arte, figurinos e toda a recriação de época. Apenas, porque não empolga realmente.

Fica extremamente claro o engajamento do diretor, por mais que ele tente esconder. As atuações são boas, mas passam longe do brilhante. Acaba se tornando um filme alheio, daqueles que, do começo ao fim, você sabe que se trata apenas de um filme.

Fim da crônica cinematográfica (the end).

Posted by Lili at 01:17:31 | Permalink | Comments (2)

Wednesday, February 22, 2006

414

Tava lendo jornal, refletindo sobre o post da Cris, sobre as charges, sobre Munique, e eis que me aparece nO Globo a seguinte notícia:



Políticos alemães querem censurar ‘Rambo’ turco, campeão de bilheteria”

Se você ainda não tá sabendo, é que os turcos-germânicos resolveram usar a mesma moeda pra falar contra a invasão do ocidente no oriente: o cinema.

Tá rolando na Alemanha o filme “Kurtlar Vadisi“, ou “Vale dos Lobos“. Trata-se da história de um homem que resolve se vingar depois de uma chacina por soldados americanos em um casamento em que festejam pacíficamente turcos, kurdos e árabes. Segundo as notícias o filme é um verdadeiro banho de sangue à la Rambo. E está fazendo o maior sucesso, ao mesmo tempo que incomoda “os bandidos” do filme, claro.

O que vem por aí a gente vai ter que esperar pra saber. Mas que no dos outros é refresco, isso todo mundo sabe…

Posted by Lili at 02:39:16 | Permalink | Comments (26)

Tuesday, February 21, 2006

413

Quais as novidades?

Comecei a ler um livro de 553 páginas, “Alexandre Dumas - O Rei de Paris“, e devo começar outro também, “Quando Nietzsche Chorou“, que não sei quantas páginas tem. Sim, os dois ao mesmo tempo. Peguei essa mania com o Ornito. Isso sem contar que tou estudando grego com um professor muito do exigente. Vi o show dos Stones pela TV, na casa dos meus sogros, já que aqui não tem antena, e fiquei puta com a Globo (TV Globo e Multishow) que além de não transmitirem o show ao vivo (teve um atraso de 50 minutos onde ficou passando novela e Big Brother) ainda colocaram dois intervalos no meio. Não vi o do U2, que tá todo mundo falando que foi o máximo. Coordenei o ensaio ontem porque o diretor do grupo tá gravanda um curta.

Acho que de resto tudo vai como antes, “na mais perfeita desordem”, como diz Deus, um amigo meu. Eu já contei aqui que eu sou amiga de Deus, né?

Ah, vi “Se Eu Fosse Você“, do Daniel Filho, e “Munique“, do Spielberg. Óbvio que vem crônica depois. Prometo que não vou deixar juntar tantas.

Agora me diz: é impressão minha ou o mundo tá meio lentinho esses dias?

Posted by Lili at 15:52:41 | Permalink | Comments (12)

Friday, February 17, 2006

412

O Marcelo me perguntou sobre os filmes do Jorge Furtado nos comentários do post 411. Pois fui responder e então me dei conta como esse moço produz boas coisas. Ele é o diretor de “Lisbela e o Prisioneiro”, “Benjamim”, “Caramuru - A Invenção do Brasil”, “Os Normais” e até “Meu Tio Matou um Cara” e “O Coronel e o Lobisomem”, estes dois últimos que eu ainda não vi. Mas eu não tinha ligado o diretor aos filmes e agora me dei conta de que ele é o diretor do maravilhoso curta “Ilha das Flores”, de 1989: cinema politizado da melhor qualidade.

E aí em cima tão só os longas, porque o moço é responsável também pela direção de séries como “Os Normais”, “Cidade dos Homens” e a própria “A Invenção do Brasil”, que virou filme. Além de ter ajudado a escrever os roteiros de “A Comédia da Vida Privada”, aquela maravilhosa adaptação dos contos do Veríssimo que passava nas longínquas noites de terça.

Se quiser saber mais sobre o moço-diretor, é só dar uma olhada aqui.

Como às vezes a gente deixa passar coisas de bobeira, né?

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Como bem lembrou a Cris, o “Ilha das Flores” pode ser encontrado no site Porta Curtas. Se tiver 13 minutinhos sobrando, dê uma passadinha lá. Vale a pena.

Posted by Lili at 16:24:15 | Permalink | Comments (16)

Thursday, February 16, 2006

411

Pronto. Crônicas atualizadas. Ufa! =)

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Dinheiro Grátis“, de Michel Melamed.

Um programa de auditório. É isso que Michel Melamed faz em cena, na arena do Teatro Espaço Sesc. O público entra com ele em cena, o público se acomoda e conversa com ele. Ele começa o espetáculo ninguém sabe muito bem quando. E ninguém vê a hora passar.

A performance-filosófico-político-teatral de Melamed é impressionante. O público fica inquieto diante de seu leilão de cultura. Tudo é perfeitamente calculado da mesma forma que é de um improviso anárquico espantoso. A participação do público é animada, até ansiosa, num misto de inconformismo e aceitação. Diverte e revolta. Melamed brinca com as referências, com os valores, com o tempo, que ninguém vê passar. E ele vai embora sem ninguém saber muito bem quando.

A luz e o cenário encaixam bem à proposta do espetáculo. A trilha sonora é bem calculada e requer do operador de som muita atenção. A direção surpreende e Melamed impera, do início ao fim.

Fim da crônica teatral. (B.O.)

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Os Homens São de Marte… E É Pra Lá Que Eu Vou!“, de Mônica Martelli.

Na onda das produções independentes de comédia, corrente forte e vigente no Rio de Janeiro hoje, Mônica Martelli conseguiu encontrar seu lugar ao sol. Dona do texto e da atuação desse monólogo (que já passou pelos menores espaços da cidade e hoje ocupa o horário nobre do Teatro Vanucci, no Shopping da Gávea), ela mostra para a platéia o que esta quer ver: piadas estereotipadas e humor fácil, às custas de uma mulher que tenta desesperadamente se encontrar emocionalmente.

Martelli consegue segurar bem a platéia durante mais de uma hora de espetáculo, mas ainda assim peca pelo excesso de cacoetes, desde o trabalho de texto até a expressão corporal. O texto agrada a grande maioria, que faz parte do mundo retratado pela autora (um mundo de máscaras sociais e trios elétricos), e em algumas poucas partes salpica piadas realmente inteligentes e não-óbvias.

Se você tem humor difícil, não vá ver. Mas se você gosta de um bom besteirol, é um prato cheio.

Fim da crônica teatral. (baixa o pano, b.o.)

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Monty Pithon em A Vida de Brian“, de Terry Jones.

É muito difícil falar desse filme. “A Vida de Brian” é um filme espantoso. O filme mostra a trajetória Brian, um contemporâneo de Cristo em Jerusalém. Conta com participações especiais (como George Harrison, que ajuda a encerrar o filme da forma mais estranha possível) além da equipe habitual do grupo.

Tecnicamente é muito bem produzido, mesmo com todas as restrições da época (1979). Conta com um certo exagero na cenografia e no figurino, mas que caem bem na obra como um todo.

Não há muito mais o que falar. É um filme impressionante, que merece ser visto. E que vai bem na discussão atual das charges religiosas nos jornais.

Fim da crônica cinematográfica (The End).

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Monty Pithon e O Sentido da Vida“, de Terry Jones e Terry Gilliam.

Uma série de esquetes, que passam por diversas épocas da história universal, que tentam explicar, na versão dos malucos do Monty Pithon, o sentido da vida.

Mais um filme ousado, mas sem tanta força e graça como “A Vida de Brian”, por exemplo. Foi o último filme produzido pelo Monty Pithon, o que acabou sendo uma combinação estranha: tecnicamente é sua melhor produção, mas dessa vez eles erram um pouco a mão em algumas das esquetes e abusam da escatologia sem grande fundamento. Mesmo assim algumas das esquetes são muito interessantes, como a da família suburbana católica apostólica romana.

Não vale muito a pena. A não ser que você goste muito das obras do grupo.

Fim da crônica cinematográfica (the end).

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Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes“, de Guy Richie.

O filme pré-Snatch (Porcos e Diamantes) já anuncia o que viria depois, aprimorado. Sequencias interessantes, boas trilhas sonoras, uma edição sagaz e um roteiro justo, enrolado e dinâmico.

O filme ainda não contou com o fio da direção que Guy Richie veio a alcançar depois, mas é um bom filme trama&perseguição. A edição é bem feita, mas ainda um pouco lenta para o que a trama pede. Tecnicamente é bem estruturado, mas não conta com personagens tão fortes nem atores tão bem colocados.

Vale, mas fica longe de Snatch.

Fim da crônica cinematográfica (the end).

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Noites de Cabíria“, de Federico Fellini.

Um clássico do cinema mundial, “Noites de Cabíria” carrega consigo toda uma estética e uma personalidade próprios. Um filme bonito e melancólico, comovente, com a atuação profunda de Giullieta Masina como Cabiria.

Ainda da geração preto & branco, tem uma estética especial, que explicita o conflito entre a formalidade e a informalidade da época (o final da década de 50), uma fotografia interessante, edição e direção justas. Mas o forte são, definitivamente, a atuação de Giullieta e os climas propostos pelo diretor, que promovem constantes mudanças de sentimentos e sensações em quem assiste.

Não é pra todos os gostos. Mas é lindo.

Fim da crônica cinematográfica (Fin).

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A Marcha dos Pinguins“, de Luc Jacquet.

“É como assistir ao Discovery Channel sem poder trocar o canal”. A frase que ouvi de um amigo é perfeita para sintetizar “A Marcha dos Pinguins”.

O filme, um documentário sobre a procriação de uma espécie de pinguins do pólo sul, é a gravação de um período da vida desses animais, acrescida de uma boa edição e de uma não-tão-boa narração. Narração essa que poderia ser suspensa, ou diminuida, já que muitas vezes a “voz dos pinguins” atrapalha ou mesmo enjoa. Algumas sequências são longas e a trilha sonora um tanto melada demais, mas não deixa de ser um filme interessante - desde que você tenha paciência para documentários.

Fim da crônica cinematográfica. (fin)

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Colateral“, de Michael Mann.

Uma corrida de taxi acaba se tornando um grande tormento para o taxista. Assim poderia ser resumido “Colateral”, já que todos os méritos do filme são de Jamie Foxx, que interpreta o controlado taxista Max.

O filme, em geral, é solto, lento, o contrário do que seu argumento propõe. A tentativa do diretor de colocar o foco na relação de Max (Foxx) e Vincent (Tom Cruise) frustra-se quase que completamente. Cruise não está no seu melhor e provavelmente nem seria o melhor nome para o papel. A trama, que poderia ser mais envolvente, cai muito no clichê e, sem a ajuda da edição ou da trilha sonora, fica sonolenta.

Se quiser um bom filme de ação procure outro.

Fim da crônica cinematográfica. (the end)

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O Homem Que Copiava“, de Jorge Furtado.

Um filme simples, de narrativa envolvente, de argumento forte e surpreendente. “O Homem que Copiava” faz parte da nova safra do cinema brasileiro e vem recheado de boas interpretações e técnicas.

André (Lázaro Ramos) é operador de fotocopiadora de uma pequena papelaria, que tem uma visão de mundo realista e muito particular e sonha com Sílvia (Leandra Leal). Ramos e Leal formam uma boa dupla, fazendo um ótimo trabalho, e são ajudados por Luana Piovani e Pedro Cardoso, em papéis de seus números.

A parte técnica é muito boa. Conta com uma boa trilha sonora, argumento e roteiro bem preparados, edição e efeitos especiais bem colocados. A direção não é esplendorosa, apenas justa, mas o filme tem um resultado muito interessante, vale a pena.

Fim da crônica cinematográfica. (Fim)

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Um Copo de Cólera“, de Aluisio Abranches.

Lento. Muito lento. O filme baseado no livro de Raduam Nassar, com seu trabalho ansioso e sem pontuação, peca pela indefinição na linguagem.

Julia Lemmertz tem momentos de brilho, assim como Alexandre Borges, mas ambos não são nem um pouco ajudados pelo roteiro. Aparentemente se preocuparam muito com as cenas picantes (e muito picantes) e esqueceram de pensar no resto da trama. A indefinição de linguagem, com o personagem de Borges conversando desnecessariamente com a câmera em vez de sua voz entrar em off, ou a grande discussão entre os dois, que não teve sua linguagem adaptada para diálogo, deixam o filme distante e, consequentemente, vazio, o oposto da proposta de livro e filme. A partir daí nada mais ajuda. Uma pena. Acaba só valendo mesmo pelas cenas de sexo.

Fim da crônica cinematográfica. (fim)

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Frida“, de Julie Taymor.

Lindo. Comovente. Inquietante.

A história da pintora Frida Kahlo é lindamente retratada nesse filme, que tem como protagonista Salma Hayek, encantadora. O roteiro, bem estruturado, é ajudado pela edição bem planejada e pela direção certeira das cenas. O carisma de Hayek, assim como o de Alfred Molina (Diego Rivera) e a química dos dois são indispensáveis para o andamento da obra e o encantamento do público.

Tecnicamente o filme tem o pequeno problema de não ser falado em espanhol, o que daria mais vivacidade. Entretando, a ambientação é tão bem feita, a trilha sonora, a escolha do elenco secundário (com a pequena excessão de Geoffrey Rush, que não convence muito como Trótski), a fotografia, que o problema do idioma acaba sumindo. Além disso, houve a ótima idéia - muito bem executada, por sinal - de animar os quadros de Frida durante o filme, contextualizando-os e tornando sua obra mais profunda e encantadora.

Na versão em DVD ainda é possível ver uma porção de extras, da história de Frida Kahlo detalhada, até entrevistas e making of.

Fim da crônica cinematográfica (The End).

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Posted by Lili at 18:58:05 | Permalink | Comments (18)

Wednesday, February 15, 2006

410

Tou inquieta hoje. Devia estar trabalhando mas não consigo me concentrar. Não tou conseguindo nem ler os blogs amigos, que são um grande prazer. Não tou com sono, não tou com fome, não quero sair de casa nem tou gostando de ficar aqui. Tou realmente inquieta.

Como é que se resolve isso?

Posted by Lili at 13:14:30 | Permalink | Comments (16)

409

Vou te dizer que eu tou confusa.

É que eu resolvi cortar meu cabelo ontem. Ele tava enooorme, como nunca antes tinha estado. Mas estava esquisito, não tava contente com ele. Pois eu resolvi cortá-lo. E me desloquei pra Niterói (e aproveitei pra conhecer o Casal Cereal, Cris e Paulinho, que são uns amores) pra cortar o cabelo com uma mulher recomendadíssima por uma amiga que tem cabelo foda. E fui. E a mulher cortou. E eu ainda não sei se gostei.

É por isso que eu estou confusa. Daqui a pouco faz 24h que eu cortei o cabelo e eu ainda não sei se eu gostei. Que ficou mais curto do que eu queria, isso eu tenho certeza. Mas a sensação de não-gostar que eu tive ontem já deu uma abrandada. Hoje tou gostando um pouco mais. Mas de qualquer forma acho que me arrependi.

O cabelão da foto do post 404 vai demorar um pouco pra voltar… (nossa, mas que papo mulherzinha!… Chega! Parei com isso. hahaha…)

Posted by Lili at 12:57:45 | Permalink | Comments (6)