Wednesday, April 26, 2006

441

Cinco músicas de agora:

5. No Bravery - James Blunt
4. No - Shakira
3. Northern Star - Hole
2. Trouble - Coldplay
1. Brilhar - Cabaret

E acho que meu fone vai funfar… :|

*** 

PS nada a ver: tou com uma vontade de comer pão francês com ovo frito (de gema beeem molinha)…

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Tuesday, April 25, 2006

450 - Oops! 440!

Percebi várias coisas interessantes ontem - como que as pessoas já começaram a se vestir para a Copa do Mundo (vi 4 pessoas com a camisa da seleção em 2 horas, no centro, além das inúmeras lojas já fantasiadas), que o Ray Ban voltou a ser moda (em modelos cada vez maiores), que o espaço entre os bancos dos ônibus diminuiu assim como o preço da passagem aumentou, entre outras coisas - mas o que realmente chamou minha atenção foram as curiosidades armazenadas no meu mp3 player. Tipo:

:: As músicas que mais gosto de ouvir ficam entre as letras L e a N, especialmente a M.

:: O novo disco da Madonna, Confessions on The Dancefloor, tem predominância absoluta de faixas que começam entre o F e o J.

:: O Coldplay ocupa os dois extremos da lista, com Amsterdam e Yellow.

:: A letra com mais músicas é a L (17), sendo que as cinco primeiras começam com “La_” e duas com “A Little”.

:: As duas únicas músicas que tenho com a letra J se chamam “Jump”, uma do novo disco da Madonna e outra versão do Paul Anka pro clássico do Van Hallen.

Isso se chama falta do que fazer ou autismo? (Aviso! Devo ter pegado do Rodrigo!)

Posted by Lili at 23:22:23 | Permalink | Comments (20)

Sunday, April 23, 2006

439

Eu queria escrever um texto enorme contando porque é que tem um nó no meu peito agora mas acho que não vem ao caso. Não vai mudar nada, não há muito o que ser feito. Tudo esstá bem dentro do possível e tudo está sendo feito dentro do que se pode fazer. Mas fica esse nó incomodando e a vontade de fazer alguma coisa como se houvesse alguma coisa que eu pudesse fazer pra ajudar alguém. E não se ajuda ninguém diretamente a não ser nós mesmos. Ontem ouvi que existe um princípio do marketing que diz que você não pode fazer ninguém consumir nada. Você oferece apenas. A pessoa vai consumir o que e quando ela quiser. O impulso tem que partir dela. Ela tem que sentir que ela precisa daquilo. O máximo que se pode fazer é dar a sua visão a respeito. E é assim que é. Não se pode ajudar diretamente ninguém. Eu não posso, você não pode. É por isso que dá nó no peito. E nada mais, além de uma esperança imensa de que tudo acabe bem. Acho que é isso.
Posted by Lili at 21:39:09 | Permalink | Comments (16)

Friday, April 21, 2006

438

Justo quando eu resolvo voltar a internet cai um dia inteiro!… :(

E agora tenho que escrever correndo, enquanto o Ornito tá no telefone, porque ele precisa trabalhar e vai usar isso aqui.

Tá vendo? Eu tou tentando. Juro que tou. 

Posted by Lili at 15:54:02 | Permalink | Comments (4)

Thursday, April 20, 2006

437

Êba Oba! Comentários comentados. Fiquei feliz com os comentários do post sobre o JK. Rolaram comentários ótimos. Fazia tempo que eu não falava de política por aqui. É que é difícil comentar algo que ainda está em processo. Como diria um amigo meu: “política é igual novela, a gente vê o começo e o final, o meio é muito repetitivo“.

Eu tou com uma lista enorme de filmes acumulados pra comentar aqui. Vou ver se ponho em dia amanhã. Acho que agora eu acalmo. Pelo menos até maio. É que vem surpresa pela frente em maio, mas é “pela frente”, não vou contar agora. Só quando parte dela já estiver pronta. (Mistéééério! hehehe…)

Amanhã acho que consigo dar uma boa sapeada por aí, ver os blogs amigos. Saudade disso tudo.

Ah! E eu não contei a novidade! Lembra da banda que eu sempre faço publicidade gratuita por aqui (com muito gosto), o Cabaret? Pois eles foram os vencedores da seleção de novas bandas pro MADA, festival que acontece em Natal de 4 a 6 de maio! Eles merecem. Eu tava lá na seletiva e na final e comprovei que, dentre as bandas dali, não tinha pra ninguém. Se você quiser ouvir (eles vão estourar, ouça o que eu estou dizendo, aí você vai poder dizer que ouviu antes que todo mundo!) tem 3 músicas disponíveis no site deles e mais uma no Trama Virtual. Além da nota no blog do Jamari França, nO Globo. Tou falando… :)

Amanhã tou de volta. E alguém sabe do Ronzi?

Posted by Lili at 02:42:21 | Permalink | Comments (8)

Wednesday, April 19, 2006

436

Eu sei que eu sumi. Fui pra Sampa ver a família, aproveitando a Páscoa e o aniversário da minha irmã. Mas fiquei na capital só na segunda-feira. Passei o fim-de-semana em Guararema, numa fazenda, comendo o que eu não devia. O resultado foi: alguns bons dias sem internet, pouco tempo pra matar a saudade e ainda uma alergia que me deixou de piriri durante toda a segunda-feira.

Voltei ontem, mas não cheguei em casa antes das 22h30. Tinha aula de interpretação com direito a sermão e “conselho tipo mãe”. Hoje vai ser outro dia daqueles. Tenho que fazer unha, deixar de ser grisalha, decorar um texto e me fazer uma pessoa apresentável pra um teste no fim do mundo às 16h. O que significa que eu provavelmente só vou postar de verdade amanhã. E só devo responder os comentários amanhã também.

Como tou em falta, sigo o modelo da Cris e espero que tenha chovido coelho na sua Páscoa. Na minha choveu. Caiu um na minha cabeça, mas eu nem cheguei a desmaiar. ;)

Volto mais tarde. Espero.

Posted by Lili at 12:29:10 | Permalink | Comments (4)

Wednesday, April 12, 2006

435

Vi uma capa da Revista Época que trazia a foto quase-simpática de Geraldo Alckmin com a legenda que dizia que ele queria ser o novo Juscelino Kubitschek. Aquilo imediatamente me fez pensar na falta de memória e de reflexão do povo brasileiro, inclusive sua tendência a se deixar levar pelas opiniões generalizadas e fantasias da mídia. Acontece que tudo tem mais do que um lado e muitas vezes o lado que parece mais bonito não é o mais importante.

Falo mesmo de JK, o “Presidente Bossa Nova”, hoje endeusado como um dos melhores governantes do Brasil República graças a um revival em livros, artigos e mini-série televisiva. JK, da noite para o dia, digamos assim, foi nomeado exemplo de político a ser seguido, o que, sinceramente, me preocupa. Não que JK tenha se envolvido em grandes escândalos ou aprontado barbaridades. Mesmo se o fez a imprensa da época não registrou. Mas JK não se mostrou  um político preparado. Não se cercou de bons estrategistas. Não resolveu problemas brasileiros visando o futuro. E com isso prejudicou, e muito, o futuro da nação que o elegeu.

Comecemos por seu plano de governo, com seu Plano de Metas de crescimento de “50 anos em 5″, escolhido para fazer esquecer o populista e idolatrado Governo de Getúlio Vargas. O desespero do líder da nação pelo crescimento nacional deixou o país em cheque, deixando visível sua fragilidade. Qualquer bom comerciante sabe que se negocia do maior para o menor, como forma de valorizar seu produto. Não deveria ter sido diferente com a abertura do Brasil para as empresas estrangeiras. “Temos um bom mercado pra vocês. Quanto vocês pagariam por isso?” ao invés de “Precisamos de suas mercadorias. Quanto temos que pagar pra vocês trazerem pra cá?”. Todas as grandes nações preocupadas com seu desenvolvimento adotam essa postura - umas mais radicais, outras menos - que chamamos de protecionismo. E esse não-protecionismo na base, promovendo o escancaramento comercial do Brasil para a produção externa, foi crucial para o surgimento da economia desregulada que enfrentamos hoje, já que o capital de lucro não permanece dentro do país e as empresas não têm grande compromisso com os trabalhadores locais nem mesmo com a economia nacional. O desenvolvimento nacional ficou atrelado à boa-vontade do capital estrangeiro, de sua mão-de-obra especializada, de suas bátinas de negociação. Foi o estopim para a inflação exorbitante, o êxodo rural desenfreado, o crescimento desordenado nas áreas urbanas, a exploração da mão-de-obra barata, o endividamento em nome do progresso. (E a herança como influência na venda que viria a acontecer de quase todas as empresas estatais de importância vital para o desenvolvimento auto-sustentável da nação.)

Um grande exemplo dessa desorganização econômica e de planejamento do governo JK, que refletiu em todo o desenvolvimento nacional até nosso modelo atual, foi a entrada das grandes fabricantes de automóveis no Brasil. Desde o Governo Vargas, com a implantação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) através de negociação de interesses com o Governo dos Estados Unidos, já começamos a produzir bens de consumo, incluindo automotores. Não tínhamos uma produção em grande escala devido às dificuldades de tecnologia para desenvolvimento, mas isso não nos punha em condição de rebaixamento, bastava o investimento maciço em pesquisa e tecnologia de produção. O Governo JK, diante do surto histérico do crescimento instantâneo, achou como solução para o problema a não-negociação, apenas abrindo o mercado interno para a implantação da indústria internacional: sem taxas, sem conflitos, em qualquer parte do território nacional, e ainda cumprindo o acordo de abrir rodovias para incentivar o consumo de automóveis que seriam, em sua grande maioria, apenas montados no Brasil. Com isso o governo desviou-se definitivamente da implantação da malha ferroviária (meio de transporte que seria mais adequado à nossa extensão territorial por ser de menor custo de implantação e manutenção e por ser transporte coletivo) e ainda comprometeu-se por, no mínimo, 20 anos em obras e (não) impostos, ao invés de comprometer-se com o crescimento da indústria nacional, que promoveria tantos ou talvez até mais empregos do que as estrangeiras, e ainda geraria riquezas que ficariam no país, o que não ocorreu no caso de indústrias transnacionais.

Como reflexo do plano de implantação da indústria automobilística criou-se a Coderno (que viria a ser renomeada Sudene posteriormente), responsável pela ligação entre o Norte-Nordeste com o “resto do país”. A bela iniciativa, infelizmente, brotou por motivos fracos mesmo apoiada no maior projeto urbanístico já realizado no Brasil: a construção de uma cidade na região central do país para ser a nova sede do Governo da Nação e promover a ligação entre todas as regiões brasileiras. Brasília, como foi chamada a nova capital federal, inugurada em 1960, não cumpriu as metas para qual teoricamente foi criada. A interligação nacional não se completou e hoje continuamos com grande parte das regiões Norte e Nordeste ainda isoladas por via terrestre. E para piorar, a mudança da capital ainda promoveu dois grandes lapsos na história nacional: a desvinculação da identidade de nação - que mantinha como capital, desde a independência, a cidade do Rio de Janeiro -, ali deixada com a mudança da sede do governo; e o enfraquecimento dos movimentos sociais devido ao afastamento da capital de todo e qualquer centro urbano socialmente ativo. Os movimentos de reivindicação, que no Rio de Janeiro, em frente ao Palácio do Catete, faziam barulho com 100 mil pessoas, em Brasilia não chegam com facilidade e somem diante de uma área tão vasta, aberta e desumana. A partir da mudança do Governo para a distante Ilha-de-Brasília a política e seus representantes ficaram distantes da população, como se não participassem do mesmo território, como se não fizessem parte do mesmo país que tornou-se independente de Portugal e que revoltou-se com a política econômica em 1932, entre tantas outras memórias sociais importantes e esquecidas na antiga capital federal.

Pensando em retrocesso, se não pudermos responsabilizar JK pela herança ruim, por ele talvez não ter medido a inconsequência de suas ações apressadas para o futuro da nação, quem sabe possamos dizer que ele “não cogitou” a consequência de sua herança. De qualquer forma, Juscelino Kubitschek fica preso ou à irresponsabilidade ou à negligência, o que não faz dele um exemplo de líder a ser seguido. E o que me faz temer o futuro ao ler na capa de uma revista semanária de importância nacional que nosso próximo candidato, e talvez até futuro presidente, sonha ser igual a ele.

Posted by Lili at 10:23:34 | Permalink | Comments (19)

Saturday, April 8, 2006

434

Ontem morreu o Zé da Banca. Foi com ele que eu comprei todos os meus álbuns e minhas figurinhas, meus gibis da Turma da Mônica, os Almanacões de Férias, os HQs, as revistas de música. Ele era vizinho da farmácia dos meus pais desde antes de eu nascer. Mudou a banca de lugar quando a rua mudou e acabou virando uma lojinha. Lembro de tudo. Lembro de bater muito papo, de ir lá com meu pai, que sempre lia o horóscopo no jornal pendurado do lado de fora. E ele com aquela barba enorme e preta, sempre brincando e lendo, lendo muito.

Uma parte da minha vida que engessou, não muda mais. E eu nunca soube o nome verdadeiro dele.

Posted by Lili at 15:50:39 | Permalink | Comments (14)

Wednesday, April 5, 2006

433

É engraçado ver como até o politicamente correto pega.

Fiquei pensando isso depois que li na IstoÉ Online que o Silvio Santos e o Ratinho resolveram fazer experiências no campo “programa popular”. O Ratinho volta a ter um programa em horário nobre mas sem cenas sensuais e sem os famosos testes de DNA. A justifficativa? ““A audiência está mais exigente. A programação pode até ser popular, mas tem de ser de bom gosto.”. É o politicamente correto entrando em cena. No começo dos anos 90 ninguém imaginaria que o Alborguetti, aquele durão que não olhava pra câmera, usava uma toalha nojenta pendurada no pescoço e dava umas porradas na bancada, sempre em superclose, quando apresentava as notícias policiais-mundo-cão, um dia viraria moda e depois cairia no rótulo do mal-gosto. E o Ratinho é da mesma escola, mesmo. Os dois são da turma do jornalismo policial de Curitiba, vindos de rádio, de atrações populares. E “a audiência estar mais exigente” chega a ser engraçado se pensarmos na mídia presa ao famoso “paradoxo tostines”: a mídia vende o que o público quer ou o público consome o que a mídia vende? Quem sabe?

O que importa é que de alguma forma começa-se a conversar sobre bom senso. Com alguns exageros, sempre. Como sempre ocorre quando se tenta alcançar o tom certo. Como não falar mais em viado porque o certo é falar homossexual, apesar de continuar fazendo piadas preconceituosas com qualquer uma das nomeclaturas. Tem sempre a máscara que se usa antes de se encontrar a cara certa pra mostrar. E não só na mídia. Tá aí, no cotidiano de todo mundo.

Ontem presenciei duas dessas. A respeito dos “homossexuais”, inclusive. Ambas no mesmo lugar. Fui assistir uma aula de defesa pessoal numa escola aqui do Rio. Na entrada, enquanto esperava pra entrar, ouvi de soslaio o papo de dois rapazes. Falavam sobre o que leva uma pessoa a ser homossexual. Conversavam como se fosse proibido usar outro termo que não esse. E tentavam conceituar o tema, ajustar nomeclaturas, do tipo “Homossexual é quando o cara gosta de gente do mesmo sexo mas é homem, gay é quando ele gosta mas é afeminado”. Tudo pra tentar se encaixar no politicamente correto. Depois, já na aula, o professor alertou um dos alunos que não deveria “morder o lábio” enquanto fazia o exercício porque além de ser perigoso numa situação de perigo ficava “um tanto homossexual”.

Fiquei com isso na cabeça, com essa necessidade que as pessoas têm hoje em se enquadrar no politicamente correto, mesmo quando não é sincero. Não sei se por paranóia ou por modismo. Mas o que tenho visto são pessoas desinformadas querendo formar opinião. Talvez seja a fase do exagero antes do ajuste, como eu mesma falei, mas de alguma forma me preocupa. Porque se é feito por fazer acaba não sendo feito direito. E os erros são camuflados e só, nada muda. Apenas a nomeclatura.

Não sei o que vai acontecer com o programa do Ratinho. Não sei se o “popular” vai se encaixar com o “politicamente correto” do bom senso. E fica a questão de até onde isso vai ser verdadeiro.

Só vou sentir falta da musiquinha “os manos pede/as minas dá/depois vem pro Ratinho pra fazer DNA! AH!“…

Posted by Lili at 23:39:11 | Permalink | Comments (4)