Saturday, April 8, 2006

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Ontem morreu o Zé da Banca. Foi com ele que eu comprei todos os meus álbuns e minhas figurinhas, meus gibis da Turma da Mônica, os Almanacões de Férias, os HQs, as revistas de música. Ele era vizinho da farmácia dos meus pais desde antes de eu nascer. Mudou a banca de lugar quando a rua mudou e acabou virando uma lojinha. Lembro de tudo. Lembro de bater muito papo, de ir lá com meu pai, que sempre lia o horóscopo no jornal pendurado do lado de fora. E ele com aquela barba enorme e preta, sempre brincando e lendo, lendo muito.

Uma parte da minha vida que engessou, não muda mais. E eu nunca soube o nome verdadeiro dele.

Posted by Lili in 15:50:39
Comments

14 Responses

  1. Mc Mut says:

    Porque todo dono de banca é um Zé? O daqui da frente de casa também chama Zé. Só que a banca dele é horrível. Divide-se entre as revistas de fofoca e as de mulher pelada.

    Bjs!

  2. Lili says:

    Mc Mut,
    a banca do Zé era ótima. Tinha de tudo, até livro. Ainda mais depois que ele virou lojinha.
    Quanto a todos os donos de banca chamarem Zé, é como Manuel em Padarial! hahahaha… (Se meu amigo Alexandre, dono de banca. ler isso vai ficar fulo comigo! hahaha…) ;)
    Bjo.

  3. cris says:

    oi, moça! porque você não veio à niterói ontem assistir o balé flamenco de cristina hoyos, hein? foi lindo, lindo, lindo… bj

  4. Thiago says:

    POis é Lilil, as coisas são assim…
    mas não acho tão angustiante vc esquecer o nome da pessoa, e sim, quando vc a esquece! Afinal nomes são os rótulos que recebemos quando nascemos…
    Bjos

  5. Marcelo says:

    Olá Lili!

    Volto, de novo, depois de uma grande ausência.
    Ando sem tempo pra internet. Falando nisso, eu provavelmente devo ser a pessoa mais atrasada da net, mas me preparo pra responder sobre as manias nos próximos dias!
    hehehehe

    Sorry pela tua perda. Pessoas assim sempre deixam marcas.

    Ahh, e como andam as leituras?

    Abraços!

  6. Edu says:

    Ah, o Zé… era realmente sensacional, adorava a banca dele - ficava meio longe de casa, mas lá íamos eu e a Mamãe todo domingo de manhã e depois passávamos a tarde toda sob o sol, na calçada, lendo jornal e giibis…
    saudades dele!!

    E politicamente correto é o cacete! :-)

    Beijo!

  7. Ana says:

    … e é uma parte linda da vida. merece ficar assim, pra sempre na memória.
    beijos!

  8. Lili says:

    Cris,
    não soube do balé. Aliás, tou por fora do mundo. Tou achando que agora vai dar pra voltar.
    Bjo.

  9. Lili says:

    Thiago,
    não é que eu esqueci. Eu nunca soube. E nesse fim-de-semana, conversando com a minha mãe, descobri que ela também não. Ele era o Zé. Vai ser sempre. Nisso você está certíssimo.
    Bjo.

  10. Lili says:

    Marcelo,
    as leituras não andam. Infelizmente. Não tou conseguindo. Quando páro é pra dormir. Só terminei o Mário Prata. Apaixonada, diga-se de passagem.
    Bjo.

  11. Lili says:

    Edu,
    o Zé era massa, né? ;)
    Apoiado! Politicamente correto é o cacete! Que tal lançarmos a campanha?
    Bjo.

  12. Lili says:

    É sim, Ana.
    E vai ficar. Engessadinha e feliz.
    Bjo.

  13. rsrs.. gostei daquela de cima q perguntou pq todo dono de banca é um Zé… bem lembrado! rsrs
    Mas, falando do seu Zé da Banca, são perdas mesmo. Tbém fui fanático por Mickey & Cia, comprava na banca e ia correndo pra uma padaria, ficava numa mesa escondida, tomando sorvete e viajando na revista. Sem noção como era bom isso. A padaria virou loja de sapatos, a banca virou loja de fotografia de um japonês..e nós, viramos oq? um poço de saudade. só.
    bjus

  14. Lili says:

    Mauro,
    adorei o jeito como você colocou as transformações. E é assim mesmo que acontece, né? E a vida segue e eu, que adorava Turma da Mônica, nunca mais li nenhum gibi desse.
    Bjo.