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No 5° período da faculdade eu tive uma matéria de desenho técnico, de plantas de exposição. A maior parte dos alunos não tava nem aí, nunca tinham aprendido a desenhar então não seria em menos de seis meses que se transformariam em ases do esquadro e do escalímetro. Só que eu desenho desde criança. Sempre gostei. E pior (ou melhor): desenho sempre linhas retas.
Claro que isso me ajudou muito nessa matéria. Fazer planta baixa é bico pra quem tem mão pra linha reta. Mas mesmo assim eu consegui a implicância com um dos professores (a matéria tinha dois ou três, por causa de substituições, greves, aposentadorias, coisas de universidade pública) que não se conformava com minhas linhas retas. Pra ele eu ficava horas tentando fazê-las. E me alugava com “solta essa mão, menina! Pára de tentar acertar a linha!” ou “Você acha que o Niemeyer fica tentando fazer linha reta logo de cara? Já viu como o traço dele é torto?”. E não adiantava falar que assim como o traço do Lan é curvo o meu é reto e que eu pouco me importava que o Niemeyer não sabe desenhar (já viu os garranchos iniciais dele?), ele teimava em implicar comigo.
Aí você vai achar que algo mirabolante aconteceu e como um conto-de-fadas ou uma lição-de-moral eu-me-esforcei-e-meu-traço-ficou-curvo. Não aconteceu nada disso. Eu continuo com o traço reto. Deu vontade de escrever isso agora porque eu e o Ornito estávamos em uma sessão de desenho aqui em casa e eu notei como meu acabamento é sujo, exatamente por ser reto. É que eu tava desenhando um girassol, que é todo arredondado, mas adivinha se o redondo é minha praia?
E tem problema? Não, não tem. Continuo com minha linha reta e suja, com minha invasão espacial triangular* e tudo fica bem no Reino da Dinamarca.
O caminho mais rápido entre dois pontos não é mesmo uma reta?

*Eu tenho uma mania de longa data de desenhar triângulos por toda parte. Eles vem em bando e nunca se encontram ou se cruzam, mas ficam sempre muito próximos uns dos outros. Sou capaz de encher uma folha ofício com muitos deles em pouquíssimo tempo, acredite.
Cada um com seu estilo de pintura. A diferença é que faz a diferença (com o perdão da repetição de palavras).
Uai, eu gostei… Fosse um quadro, vc dava ele pra mim??
Toda vez que alguém comenta o post que escrevi em homenagem ao seu blog lembro de vir aqui. E sempre tenho uma visita agradável!
Adorei a história. O girassol ficou meio pesado mesmo, mas justo este tipo de coisa é que define um estilo e um certo conteúdo. Só faltou um joguinho de luzes à Caravaggio! Hahahaha!!!
A propósito, a cara condessa poderia me informar qual é o seu email atual? Dois dos que eu tinha aqui se extinguiram…
Bjs
não entendo nadica de desenho, o artista plástico da casa é meu ermão… mas gostei do girassol!! beijocas e saudades!
Do post 309:
orkut
comunidades
caiofernandoabreu
…………..
Ficou a cara do Van Gogh, falta só a orelha!
Daniel F. Silva, É verdade, Daniel.
Gosto das minhas linhas retas, sabia?
Bjo.
Edu, Edu,
você o quer?
Me dá teu endereço que eu te mando.
Bjo.
Roney Belhassof, Roney,
meu traço é pesado por ser reto. Não tem jeito. Agora, luz a la Caravaggio é foda. Detesto esse moço. =P
Te passo meu email por email.
Bjo.
cris, Cris,
seu irmão, aliás, faz quadros lindos!
Bjo.
Fernanda, Oba, Fernanda!
Que bom. Se você gosta de C. F. Abreu já é uma ótima referência!
Seja bem-vinda!
Bjo.
Rodrigo, Rodrigo,
quer que te mande a orelha por correio ou entregue pessoalmente?
Bjo.
Não sou nada,não entendo nada dessas coisas,pelo menos profissionalmente,mas sempre admirei quem tem o traço reto.Acho que cada um faz as coisas facilmente conforme seu talento natural e o resto conforme a vontade e a disposição em fazê-lo.Um abraço.
anunciação, Anunciação,
é bom que cada um tenha a sua preferência, senão o mundo seria caótico e chato, não acha?
Bjo.