Wednesday, September 6, 2006

498

Quando a gente pensa que não vai encontrar nada mais bizzarro no mundo… claro. Tem que ter.

Tão roubando árvores em Ibiúna.

Juro. Não é brincadeira. Tão roubando árvores em Ibiúna.

Pra quem não sabe, Ibiúna é uma cidade pacata no interior de São Paulo. Pacata hoje, porque foi lá mesmo aquele famoso encontro estudantil que levou o Zé Dirceu preso. Hoje é uma cidadezinha pequena e simpática (não tanto quando era há 15 ou 20 anos atrás, quando eu passava por lá todos os finais de semana, quase, mas continua simpática) há umas duas horas da capital. A cidade mesmo é pequena, mas tem uma grande área “rural”. Nessa área rural existem desde casinhas de roça até condomínios de alto padrão pra quem quer sair da agitação da capital, descansar um pouco. Pois no meio termo que a coisa acontece.

Minha família tem uma casa lá desde sempre. Uma casinha no que deveria ser um condomínio fechado mas que foi um daqueles famosos golpes que quem comprou o terreno ficou sem a infraestrutura e a prefeitura diz que é particular e não pode mexer lá dentro. É tudo aberto, só as casas, claro, são muradas. E tem represa, tem IBAMA que reclama de quem derruba árvore nativa, teoricamente tem tudo isso. Mas de uns tempos pra cá a galera começou a roubar as árvores. Assim, simples. Têm lá uns Pinus de madeira boa, não é árvore nativa, eles derrubam pra vender. “Ninguém vê”. E quem vê não quer se envolver por medo de represálias. E o IBAMA não fala nada e a polícia e a prefeitura não vão lá. E as árvores tão sumindo, eles invadindo o terreno dos outros e pronto. Simples assim.

Parece mentira. Mas não é.

Aí eu fico me perguntando: o que será que acontece em toda essa nossa mata atlântica, em toda a nossa amazônia, em todo esse país lindo e imenso se, do lado da capital do Estado de São Paulo, tão roubando árvores e ninguém faz nada!?

Sim, é um post-denúncia ou post-protesto. Quem sabe. 

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Friday, September 1, 2006

497

Então. Esses dias me deu vontade de escrever sobre muitas coisas diferente. Várias idéias pra vários posts passaram pela minha cabeça. Mas claro que eu não anotei nenhuma delas então esqueci todas.

Pausa. Tá tocando Adia, da Sarah MacLachlan. Já ouviu? Devia.

Como eu tava falando. Uma das coisas que eu sei que eu pensei - sei porque foi agora há pouco - é “por que é que os adolescente de agora não gostam de teatro?”. De onde eu tirei isso? Tá lá, nos questionários que eles mesmos responderam e que eu tou tabulando. E, pra aumentar o grau de sinceridade, eles estavam protegidos pela máscara do anonimato. Mais verdade impossível. E a maior parte deles adora praia e boate, até cinema, mas quase nunca teatro. Dá um dó ver aquele quadradinho incompleto, sozinho… tadinho do teatro. Precisamos dar um jeito dele ficar mais atraente.

Que mais que eu pensei esses dias? Pensei que fazia tempo que eu não ia ao cinema. Mas fui, ontem. Assisti “O Corte”. O que significaria que uma crítica estaria por vir, mas nos tempos atuais não sei se vem não. Porque os tempinhos livres eu tou usando pra trabalhar pra mim e quando muito pra postar. Então você fique sabendo que o filme do Costa-Gavras é bom, mas não achei isso tudo. É bem original e lembra um pouco o Brasil. Na amarração do enredo. É mais político do que a primeira impressão aparenta. Mas só.

Hoje, se tudo der certo vou assistir Zuzu Angel. Tou louca pra ver. Dizem que a Patrícia Pillar tá muito bem. Não me surpreenderia. Ela é realmente ótima atriz. Só tou curiosa na Luana Piovani de Elke Maravilha. Isso porque eu me amarro na Elke. Tem pessoa mais multi-uso do bem que ela? Não tem. A Elke é o símbolo do todo, da tolerância. Pena que as pessoas só vão se dar conta disso realmente quando ela morrer. Não é assim que funciona? Ninguém dá bola pra quem faz o bem até que a pessoa morra. Foi assim com o Betinho, foi assim com tanta gente. A própria Zuzu, acho. Enfim. Mundo cão.

Eu continuo com idéias e com vontade de escrever. Mas meus dedos doem porque eu tenho trabalhado muito com eles. Com dois, em especial. Coisas de tabulação. Tenho que me cuidar pra não virar tendinite. Eu, heim. Acho então que eu vou parar por aqui.

Ah! Mais uma última coisa! Fiquei apaixonada pela nova Melissa Rock Princess + Pequeno Príncipe, da nova coleção. Linda! Mas cara. Então, pra coroar a tristeza, fui ao centro comprar material de trabalho e me dei de presente uma sandália também linda - e um terço do preço. (Mas se alguém quiser me dar de presente a Melissa, meu número é 38…)

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Monday, August 14, 2006

492

Cocôs de cabrito à la Cris:

:: Hoje vou trabalhar de casa. Tenho que fazer planilhas no excel. Muitas. Planilhas pra peças de teatro, livros, textos, pastas com tudo isso dentro. Tenho que. Pois é.

:: As reclamações são devidas. Rodrigo, respondi os comentários. Shame on me, como diz o Ronzi. Tava longe disso há tempos. Mas tou tentando. Não sei se vocês devem me dar muita colher de chá, mas eu tou tentando.

:: Acho que tou de novo com sinusite. De novo porque assim que eu mudei pro Rio toda a poluição que eu respirei em 17 anos de Sampa resolveu me abandonar por causa da diferença de pressão atmosférica. Fui parar no hospital, fiz muita nebulização, mas sarei. Só que esse inverno quente não tá colaborando e eu tou tendo aquelas dores de cabeça que parece que meu rosto vai saltar fora da cabeça, o que é ligeiramente preocupante porque eu não saberia viver sem ele. Então vou ter que desenterrar meu aparelho de nebulização de algum lugar da minha casa que eu não sei onde é e apelar pra uma respiradinha básica, nem que seja só com soro fisiológico. Mas eu preciso respirar. E conseguir falar também. Voz rouca é sexy mas não é nada funcional.

:: Tá rolando o Rio Internacional Cello Encounter. Já fui em dois, dos 63 espetáculos gratuitos de música “clássica” que tá rolando esse mês. Vale a pena. Na 4a vou de novo, ouvir Noturno do Chopin que eu amo e As Baquianas, do Villa-Lobos. Vai ser um espetáculo e tanto, no Sesc Copa. Vale a pena, viu?

:: Como é que o Governo de São Paulo tem a pachorra de dar indulto de dia dos pais no meio de guerra civil com os presos? Não dá vontade de torcer o pescoço de um?

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Thursday, August 3, 2006

490

Meus pais sempre trabalharam muito. Primeiro juntos, até os meus 14 anos, só então foi cada um pro seu ofício. Então até meus 14 anos eu tinha uma farmácia dentro de casa. Não literalmente falando, porque remédio não precisava vir o tempo todo, tava bem perto. Mas todo o clima de uma farmácia - e de um comércio, genericamente falando - e seus percalços. Um deles era o horário de funcionamento. Trabalhava-se de segunda à sexta das 8h às 21h. E, em esquema de plantão, um sábado por mês das 9h às 13h. Só a partir desse momento a gente virava uma família mais calma, com direito a estar todos juntos em casa. Quando ficávamos em casa. Porque eram outros tempos e a grana era curta mas dava pra viajar todo final de semana. E meu pai filosofava que no futuro o horário de funcionamento seria menor e com os computadores as pessoas trabalhariam menos.

Meu pai sempre cuidou mais da parte administrativa da farmácia do que a minha mãe. Até porque o negócio dela era a “cozinha” da farmácia: o laboratório. Ficava horas lá, concentrada, feliz. Mas também atendia balcão, aplicava injeção, fazia curativos, arrumava tudo e cuidava de duas crianças e uma casa. Não sei como, mas ela fazia tudo isso.

No começo era mais fácil, porque a gente morava em cima da farmácia, então qualquer zebra ela subia uma escada e tava tudo resolvido. Mas quando fiz 8 anos nossa situação finalmente melhorou um pouquinho e a gente foi pra uma casa maior, na continuação da rua. Era perto mas mais longe do que só uma escada. Mas mesmo assim ela dava conta.

E como casa e crianças não esperam muito, minha mãe sempre botou a mão na massa. Aprendeu cedo com o pai maquinista a fazer de tudo. E aplicava em casa. Levava butijão de gás escada acima, instalava, trocava tomada, fuzível, resistor de chuveiro, pintava parede, consertava quebrados aqui e ali. E eu sempre ficava do lado, olhando, segurando uma chave de fenda, uma fita veda-rosca. Achava interessante olhar minha mãe mexer em tudo sem medo.

Acho que por isso eu aprendi. Nunca me ensinaram exatamente como se faz. Eu olho e tento. De furadeira a chave de fenda. Eu tento. Talvez um pouco menos destemida do que ela, mas tenho até prazer nisso. Agora, por exemplo, tou toda orgulhosa da minha tomada que tava com mal-contato antes. Antes. Porque eu pus a mão na massa e ela agora funciona pro filtro que vieram instalar hoje.

E eu só tenho a casa. Imagina se tivesse crianças e uma farmácia!

Posted by Lili in 14:34:48 | Permalink | Comments (4)

Monday, July 10, 2006

476

O duro de voltar é encarar uma cidade maravilhosa… e perigosa. O Ornito acabou de me ligar dizendo que, de boas-vindas, quase foi assaltado no centro agorinha. :(
Posted by Lili in 17:11:44 | Permalink | Comments (6)

Friday, May 12, 2006

456

Novidade!

Descobri como tirar a confirmação de comentário. Agora ficou mais fácil, não tem aquelas letrinhas insuportáveis. Bom, né?

***

Descobri e isso foi bom. Mas em poucas horas recebi spam em 3 posts diferentes (fica o dos comentários desse post como prova). Eu tentei mas aqui não dá. Nem no blogger é assim. :| 

Posted by Lili in 15:39:53 | Permalink | Comments (6)

Monday, May 8, 2006

454

Estamos organizando tudo. França, Alemanha, República Tcheca, Chipre, Áustria, novamente República Tcheca e só então voltamos ao Rio. Organizar não acaba nunca. Ainda mais quando se organiza com um compulsivo por planilhas. Mas vale a pena, de alguma forma. Senão não descobriríamos, de repente, que vale a pena fazer Viena-Praga de carro em dois dias, parando nesse lugar feio aqui, ó.

É, vamos viajar. O blog vai mudar. Vai sim. Mas vá curtir o link que eu dei primeiro, disso eu falo depois. ;)

Posted by Lili in 03:54:45 | Permalink | Comments (16)

Thursday, May 4, 2006

452

Tava devendo uma porção de críticas, e aí estão elas. Demoraram, mas chegaram.

E ainda falta uma, de “Árido Movie“, que vi ontem à noite e ainda não refleti o suficiente pra escrever sobre ele.

Hoje vou assistir a 1ª Temporada Completa de “A Sete Palmos“. As indicações são boas. Já viu?

***

PS: Isso tudo é pra apagar da cabeça uma idéia retardada (no sentido que veio tarde demais): eu poderia estar em Recife nesse exato momento, e amanhã em Natal, em Hotel 5 estrelas, trabalhando e me divertindo muito. Poderia, se a idéia não tivesse vindo muuuuito tarde. :|

Posted by Lili in 14:47:38 | Permalink | Comments (8)

Tuesday, April 25, 2006

450 - Oops! 440!

Percebi várias coisas interessantes ontem - como que as pessoas já começaram a se vestir para a Copa do Mundo (vi 4 pessoas com a camisa da seleção em 2 horas, no centro, além das inúmeras lojas já fantasiadas), que o Ray Ban voltou a ser moda (em modelos cada vez maiores), que o espaço entre os bancos dos ônibus diminuiu assim como o preço da passagem aumentou, entre outras coisas - mas o que realmente chamou minha atenção foram as curiosidades armazenadas no meu mp3 player. Tipo:

:: As músicas que mais gosto de ouvir ficam entre as letras L e a N, especialmente a M.

:: O novo disco da Madonna, Confessions on The Dancefloor, tem predominância absoluta de faixas que começam entre o F e o J.

:: O Coldplay ocupa os dois extremos da lista, com Amsterdam e Yellow.

:: A letra com mais músicas é a L (17), sendo que as cinco primeiras começam com “La_” e duas com “A Little”.

:: As duas únicas músicas que tenho com a letra J se chamam “Jump”, uma do novo disco da Madonna e outra versão do Paul Anka pro clássico do Van Hallen.

Isso se chama falta do que fazer ou autismo? (Aviso! Devo ter pegado do Rodrigo!)

Posted by Lili in 23:22:23 | Permalink | Comments (20)

Thursday, April 20, 2006

437

Êba Oba! Comentários comentados. Fiquei feliz com os comentários do post sobre o JK. Rolaram comentários ótimos. Fazia tempo que eu não falava de política por aqui. É que é difícil comentar algo que ainda está em processo. Como diria um amigo meu: “política é igual novela, a gente vê o começo e o final, o meio é muito repetitivo“.

Eu tou com uma lista enorme de filmes acumulados pra comentar aqui. Vou ver se ponho em dia amanhã. Acho que agora eu acalmo. Pelo menos até maio. É que vem surpresa pela frente em maio, mas é “pela frente”, não vou contar agora. Só quando parte dela já estiver pronta. (Mistéééério! hehehe…)

Amanhã acho que consigo dar uma boa sapeada por aí, ver os blogs amigos. Saudade disso tudo.

Ah! E eu não contei a novidade! Lembra da banda que eu sempre faço publicidade gratuita por aqui (com muito gosto), o Cabaret? Pois eles foram os vencedores da seleção de novas bandas pro MADA, festival que acontece em Natal de 4 a 6 de maio! Eles merecem. Eu tava lá na seletiva e na final e comprovei que, dentre as bandas dali, não tinha pra ninguém. Se você quiser ouvir (eles vão estourar, ouça o que eu estou dizendo, aí você vai poder dizer que ouviu antes que todo mundo!) tem 3 músicas disponíveis no site deles e mais uma no Trama Virtual. Além da nota no blog do Jamari França, nO Globo. Tou falando… :)

Amanhã tou de volta. E alguém sabe do Ronzi?

Posted by Lili in 02:42:21 | Permalink | Comments (8)