Saturday, August 19, 2006

494

Achei de novo a placa do cara: João Bettencourt, PSDB-RJ.

Entrei no site dele e tudo o que ele propõe é o voto aberto na câmara e meia entrada estudantil pra todo e qualquer evento esportivo ou cultural no Estado do Rio.

Bobagens.

Quem é da área de artes tá calejado de saber que os preços de todos os eventos que são obrigados a dar meia entrada subiu pro dobro pra poder cobrir despesas. Ou seja: a meia agora tem valor de inteira e a inteira de dobro, porque qualquer um tira carteira de estudante hoje e o governo não ajuda em nada esses espetáculos, simplesmente obriga a dar desconto. (Imagina se todos os comércios fossem obrigados a dar desconto de 50% em seus produtos para estudantes, sem nenhum respaldo ou abatimento de impostos. Você realmente acha isso justo? Quem trabalha não merece receber pelo que faz?)

Enfim. O cara, além de não propôr nada de bom (ou novo, porque já deve ter projeto de voto aberto parado na câmara - pra eles isso não interessa), ainda tem esse lema horrível “Não Reclame. Vote!”.

Pra não entrar na dele mandei um email reclamando, que resolvi postar abaixo. (Se você quiser não entrar na dele também o email dele é contato@naoreclamevote.com.br .)

Caro João Bettencourt:

Você não acha que o lema de sua campanha - Não reclame. Vote! - é um desestímulo à população? A partir do momento que você “proclama” (porque usa o verbo no imperativo) a não reclamar você incentiva a população a se manter calada diante de toda e qualquer falha, não só na política, como em toda a sociedade. Não seria mais adequado incentivar as pessoas não somente a reclamar (o que são, afinal, os movimentos populares - como os contra a ditadura, que levaram às Diretas Já - senão reclamações coletivas?) como também a votar correto? Será que com esse lema você não está prestando um desserviço à população?
Atenciosamente,

Elisa.

Oras.

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Thursday, August 17, 2006

493

Ontem vi uma coisa que me deu nojo. Entrei no ônibus, mal sentei e vi do lado de fora uma menina segurando a placa de um candidato a Deputado com o lema “Não reclame. Vote.”.

Como assim “não reclame”? Claro que reclamo! E claro que todo mundo tem o direito de reclamar. E tem que votar. Infelizmente. Porque eu sou a favor do voto livre, sem obrigatoriedade. Porque a gente só pode protestar na obrigatoriedade se votar nulo, e olhe lá. Se votar branco vai pro que tiver com mais votos. A gente não pode nem protestar não saindo de casa do dia das eleições. Imagina que bonito que ia ser nessa eleição, a mais desanimada de toda a história por causa da conscientização (tardia, mas efetiva) da população em seus políticos, a televisão mostrando as ruas vazias, três gatos pingados de partidos políticos votando, as meninas panfletárias com um bolo de papel acumulado nas mãos. Ia ser lindo. Mas a gente não tem o direito de não concordar. E ainda tem que aguentar fulaninho não-reclame-vote na rua dois meses antes da eleição. E nem adianta falar que isso devia ser proibido porque é. Ele ainda por cima está ilegal. A gente tem que reclamar e votar, de preferência em sujeitos bem diferentes dele. Porque ele, pelo visto, é do tipo que acha que a população tem que aceitar nossos mais de 100 anos de república porca sem reclamação, sem contestação. Ah, nessas eleições tudo vai mudar, ele deve dizer. Como se os candidatos tivessem mudado. Como se os partidos tivessem mudado. Como se o sistema eleitoral brasileiro tivesse mudado. Como se o funcionamento político desse país - um parlamentarismo camuflado de presidencialismo - tivesse mudado.

Então reclame. Debata. Faça piquete. Panelaço. E vote, porque você é obrigado. Mas não vote por votar. Se não souber em quem, se não confiar em ninguém, vote nulo. E se tiver um bom político, confiável, me indique, porque eu, pessoalmente, não acredito em mais (quase) ninguém.

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Wednesday, August 2, 2006

488

Chega a ser impressionante a diferença de gastos numa campanha política entre um partido e outro, entre um Estado e outro.

A fonte é o Votar em Quem?, um “wikipedia” de política brasileira, recém estreado.

Como na enciclopédia interativa eletrônica, todo mundo mexe em tudo: ou seja, toda nobreza ou podre que você souber sobre um candidato você pode alterar no site pra que todos saibam. Assim não dá mais pra alegar que não sabia onde procurar ou que a linguagem política é muito confusa.

Quero só ver como vai estar isso na semana da eleição!… 

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Monday, May 15, 2006

459

Quando me mudei pro Rio minha família ficou preocupada com minha segurança. “O Rio é muito perigoso! Está na mão dos bandidos!“.

Abri o jornal hoje e dei de cara com a notícia de motim generalizado da bandidagem durante todo o final de semana, em São Paulo.

Acho que estamos todos nas mãos deles.

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Thursday, May 4, 2006

444

Aproveitando a ferveção do post 443, lanço a pergunta que não quer calar:

Será que o Enéas seria um governante tipo Macho-Molares e tomaria a Vale de volta? Se não, teríamos algum outro com tal culhão?

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Wednesday, April 12, 2006

435

Vi uma capa da Revista Época que trazia a foto quase-simpática de Geraldo Alckmin com a legenda que dizia que ele queria ser o novo Juscelino Kubitschek. Aquilo imediatamente me fez pensar na falta de memória e de reflexão do povo brasileiro, inclusive sua tendência a se deixar levar pelas opiniões generalizadas e fantasias da mídia. Acontece que tudo tem mais do que um lado e muitas vezes o lado que parece mais bonito não é o mais importante.

Falo mesmo de JK, o “Presidente Bossa Nova”, hoje endeusado como um dos melhores governantes do Brasil República graças a um revival em livros, artigos e mini-série televisiva. JK, da noite para o dia, digamos assim, foi nomeado exemplo de político a ser seguido, o que, sinceramente, me preocupa. Não que JK tenha se envolvido em grandes escândalos ou aprontado barbaridades. Mesmo se o fez a imprensa da época não registrou. Mas JK não se mostrou  um político preparado. Não se cercou de bons estrategistas. Não resolveu problemas brasileiros visando o futuro. E com isso prejudicou, e muito, o futuro da nação que o elegeu.

Comecemos por seu plano de governo, com seu Plano de Metas de crescimento de “50 anos em 5″, escolhido para fazer esquecer o populista e idolatrado Governo de Getúlio Vargas. O desespero do líder da nação pelo crescimento nacional deixou o país em cheque, deixando visível sua fragilidade. Qualquer bom comerciante sabe que se negocia do maior para o menor, como forma de valorizar seu produto. Não deveria ter sido diferente com a abertura do Brasil para as empresas estrangeiras. “Temos um bom mercado pra vocês. Quanto vocês pagariam por isso?” ao invés de “Precisamos de suas mercadorias. Quanto temos que pagar pra vocês trazerem pra cá?”. Todas as grandes nações preocupadas com seu desenvolvimento adotam essa postura - umas mais radicais, outras menos - que chamamos de protecionismo. E esse não-protecionismo na base, promovendo o escancaramento comercial do Brasil para a produção externa, foi crucial para o surgimento da economia desregulada que enfrentamos hoje, já que o capital de lucro não permanece dentro do país e as empresas não têm grande compromisso com os trabalhadores locais nem mesmo com a economia nacional. O desenvolvimento nacional ficou atrelado à boa-vontade do capital estrangeiro, de sua mão-de-obra especializada, de suas bátinas de negociação. Foi o estopim para a inflação exorbitante, o êxodo rural desenfreado, o crescimento desordenado nas áreas urbanas, a exploração da mão-de-obra barata, o endividamento em nome do progresso. (E a herança como influência na venda que viria a acontecer de quase todas as empresas estatais de importância vital para o desenvolvimento auto-sustentável da nação.)

Um grande exemplo dessa desorganização econômica e de planejamento do governo JK, que refletiu em todo o desenvolvimento nacional até nosso modelo atual, foi a entrada das grandes fabricantes de automóveis no Brasil. Desde o Governo Vargas, com a implantação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) através de negociação de interesses com o Governo dos Estados Unidos, já começamos a produzir bens de consumo, incluindo automotores. Não tínhamos uma produção em grande escala devido às dificuldades de tecnologia para desenvolvimento, mas isso não nos punha em condição de rebaixamento, bastava o investimento maciço em pesquisa e tecnologia de produção. O Governo JK, diante do surto histérico do crescimento instantâneo, achou como solução para o problema a não-negociação, apenas abrindo o mercado interno para a implantação da indústria internacional: sem taxas, sem conflitos, em qualquer parte do território nacional, e ainda cumprindo o acordo de abrir rodovias para incentivar o consumo de automóveis que seriam, em sua grande maioria, apenas montados no Brasil. Com isso o governo desviou-se definitivamente da implantação da malha ferroviária (meio de transporte que seria mais adequado à nossa extensão territorial por ser de menor custo de implantação e manutenção e por ser transporte coletivo) e ainda comprometeu-se por, no mínimo, 20 anos em obras e (não) impostos, ao invés de comprometer-se com o crescimento da indústria nacional, que promoveria tantos ou talvez até mais empregos do que as estrangeiras, e ainda geraria riquezas que ficariam no país, o que não ocorreu no caso de indústrias transnacionais.

Como reflexo do plano de implantação da indústria automobilística criou-se a Coderno (que viria a ser renomeada Sudene posteriormente), responsável pela ligação entre o Norte-Nordeste com o “resto do país”. A bela iniciativa, infelizmente, brotou por motivos fracos mesmo apoiada no maior projeto urbanístico já realizado no Brasil: a construção de uma cidade na região central do país para ser a nova sede do Governo da Nação e promover a ligação entre todas as regiões brasileiras. Brasília, como foi chamada a nova capital federal, inugurada em 1960, não cumpriu as metas para qual teoricamente foi criada. A interligação nacional não se completou e hoje continuamos com grande parte das regiões Norte e Nordeste ainda isoladas por via terrestre. E para piorar, a mudança da capital ainda promoveu dois grandes lapsos na história nacional: a desvinculação da identidade de nação - que mantinha como capital, desde a independência, a cidade do Rio de Janeiro -, ali deixada com a mudança da sede do governo; e o enfraquecimento dos movimentos sociais devido ao afastamento da capital de todo e qualquer centro urbano socialmente ativo. Os movimentos de reivindicação, que no Rio de Janeiro, em frente ao Palácio do Catete, faziam barulho com 100 mil pessoas, em Brasilia não chegam com facilidade e somem diante de uma área tão vasta, aberta e desumana. A partir da mudança do Governo para a distante Ilha-de-Brasília a política e seus representantes ficaram distantes da população, como se não participassem do mesmo território, como se não fizessem parte do mesmo país que tornou-se independente de Portugal e que revoltou-se com a política econômica em 1932, entre tantas outras memórias sociais importantes e esquecidas na antiga capital federal.

Pensando em retrocesso, se não pudermos responsabilizar JK pela herança ruim, por ele talvez não ter medido a inconsequência de suas ações apressadas para o futuro da nação, quem sabe possamos dizer que ele “não cogitou” a consequência de sua herança. De qualquer forma, Juscelino Kubitschek fica preso ou à irresponsabilidade ou à negligência, o que não faz dele um exemplo de líder a ser seguido. E o que me faz temer o futuro ao ler na capa de uma revista semanária de importância nacional que nosso próximo candidato, e talvez até futuro presidente, sonha ser igual a ele.

Posted by Lili at 10:23:34 | Permalink | Comments (19)

Wednesday, April 5, 2006

433

É engraçado ver como até o politicamente correto pega.

Fiquei pensando isso depois que li na IstoÉ Online que o Silvio Santos e o Ratinho resolveram fazer experiências no campo “programa popular”. O Ratinho volta a ter um programa em horário nobre mas sem cenas sensuais e sem os famosos testes de DNA. A justifficativa? ““A audiência está mais exigente. A programação pode até ser popular, mas tem de ser de bom gosto.”. É o politicamente correto entrando em cena. No começo dos anos 90 ninguém imaginaria que o Alborguetti, aquele durão que não olhava pra câmera, usava uma toalha nojenta pendurada no pescoço e dava umas porradas na bancada, sempre em superclose, quando apresentava as notícias policiais-mundo-cão, um dia viraria moda e depois cairia no rótulo do mal-gosto. E o Ratinho é da mesma escola, mesmo. Os dois são da turma do jornalismo policial de Curitiba, vindos de rádio, de atrações populares. E “a audiência estar mais exigente” chega a ser engraçado se pensarmos na mídia presa ao famoso “paradoxo tostines”: a mídia vende o que o público quer ou o público consome o que a mídia vende? Quem sabe?

O que importa é que de alguma forma começa-se a conversar sobre bom senso. Com alguns exageros, sempre. Como sempre ocorre quando se tenta alcançar o tom certo. Como não falar mais em viado porque o certo é falar homossexual, apesar de continuar fazendo piadas preconceituosas com qualquer uma das nomeclaturas. Tem sempre a máscara que se usa antes de se encontrar a cara certa pra mostrar. E não só na mídia. Tá aí, no cotidiano de todo mundo.

Ontem presenciei duas dessas. A respeito dos “homossexuais”, inclusive. Ambas no mesmo lugar. Fui assistir uma aula de defesa pessoal numa escola aqui do Rio. Na entrada, enquanto esperava pra entrar, ouvi de soslaio o papo de dois rapazes. Falavam sobre o que leva uma pessoa a ser homossexual. Conversavam como se fosse proibido usar outro termo que não esse. E tentavam conceituar o tema, ajustar nomeclaturas, do tipo “Homossexual é quando o cara gosta de gente do mesmo sexo mas é homem, gay é quando ele gosta mas é afeminado”. Tudo pra tentar se encaixar no politicamente correto. Depois, já na aula, o professor alertou um dos alunos que não deveria “morder o lábio” enquanto fazia o exercício porque além de ser perigoso numa situação de perigo ficava “um tanto homossexual”.

Fiquei com isso na cabeça, com essa necessidade que as pessoas têm hoje em se enquadrar no politicamente correto, mesmo quando não é sincero. Não sei se por paranóia ou por modismo. Mas o que tenho visto são pessoas desinformadas querendo formar opinião. Talvez seja a fase do exagero antes do ajuste, como eu mesma falei, mas de alguma forma me preocupa. Porque se é feito por fazer acaba não sendo feito direito. E os erros são camuflados e só, nada muda. Apenas a nomeclatura.

Não sei o que vai acontecer com o programa do Ratinho. Não sei se o “popular” vai se encaixar com o “politicamente correto” do bom senso. E fica a questão de até onde isso vai ser verdadeiro.

Só vou sentir falta da musiquinha “os manos pede/as minas dá/depois vem pro Ratinho pra fazer DNA! AH!“…

Posted by Lili at 23:39:11 | Permalink | Comments (4)

Saturday, March 18, 2006

425

Talvez você já tenha lido aí do lado ou em algum dos posts que eu sou Museóloga. Sim, isso é profissão. Sou graduada em Museologia pela UniRio. Sou a 1ª Museóloga na sua vida? Não me surpreende. Só existem dois cursos no país. Se muito abriu um terceiro, mas só. E por conta disso passei mais de 4 anos na universidade estudando a história, o funcionamento, a prática, a vida dos museus e seus companheiros. Pode parecer fácil, mas da turma de 1° período de 50 alunos formaram-se apenas 9. E a minha turma foi grande. Atribuo essa baixa a, pelo menos, três fatores:

1. A dificuldade do curso;
2. As condições do ensino público;
3. O mercado de trabalho.

Eu, por exemplo, trabalhei durante dois anos no Museu da República, aqui no Rio. Durante um ano fui estagiária IPHAN (contratada pelo mesmo órgão, do Ministério da Cultura) e no segundo fui contratada como prestadora de serviço. E o meu serviço não tinha nome. Por quê? Porque eu fazia um pouco de tudo. Eu era o ser que interligava os setores de montagem e organização de acervos e exposições. Então eu mexia desde o banco de dados, trabalhava com programação visual, era a fotógrafa oficial e recebia os clientes especiais. Foram dois anos ótimos. E foi quando eu conheci a verdadeira realidade dos museus brasileiros.

O meu cargo era um reflexo da condição dos museus. Falta infraestrutura, falta mão-de-obra (especializada e/ou não), falta empenho. Mas não por parte de quem está dentro. O pessoal que está dentro dobra e se desdobra pra que tudo continue funcionando, pra que tudo continue a existir. Trabalham pelo chamado “amor à arte”. O problema é lutar contra. Sem apoio não há como ultrapassar os piores problemas.

E aí entra a história dos dois roubos. Eu não estava dentro daqueles museus mas imagino a frustação dos funcionários com o acontecimento. Porque quem trabalha com patrimônio sabe o valor que ele tem, sabe o quanto ele é único - saber diferente do da grande maioria dos brasileiros, infelizmente. E exatamente por essa sensação, de que o brasileiro não tinha a menor noção do valor do patrimônio, que os museus sentiam-se (menos in)seguros. Porque não dá pra contar com segurança física, apenas com a desinformação geral. Mas esse mito acaba de cair por água, claramente. Os dois assaltos (o primeiro ocorrido durante um desfile do bloco de carnaval “Carmelitas” que passa em frente ao Museu Chácara do Céu e o segundo no Museu da Cidade, dentro do isolado Parque da Cidade) foram agressivos e planejados, como nunca se tinha visto no Brasil. Ladrões furiosos e armados que sabiam o que queriam e como tudo funcionava, do horário dos funcionários à localização do sistema de segurança. O que significa que o brasileiro começa a entender o valor do patrimônio.

O que era pra ser motivo de comemoração foi motivo de dor. Porque a população geral, pra quem toda essa identidade é preservada com tanto esforço, continua sem conhecer esse valor. Mas os bandidos conhecem. E essa informação causa um sentimento de impotência que a área de patrimônio relutava em aceitar: estamos desprotegidos.

O que vem por aí é impossível prever. Infelizmente os bandidos descobriram o ouro escondido. Felizmente os guardiões o protege por amor. Mas, e agora?

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Wednesday, February 22, 2006

414

Tava lendo jornal, refletindo sobre o post da Cris, sobre as charges, sobre Munique, e eis que me aparece nO Globo a seguinte notícia:



Políticos alemães querem censurar ‘Rambo’ turco, campeão de bilheteria”

Se você ainda não tá sabendo, é que os turcos-germânicos resolveram usar a mesma moeda pra falar contra a invasão do ocidente no oriente: o cinema.

Tá rolando na Alemanha o filme “Kurtlar Vadisi“, ou “Vale dos Lobos“. Trata-se da história de um homem que resolve se vingar depois de uma chacina por soldados americanos em um casamento em que festejam pacíficamente turcos, kurdos e árabes. Segundo as notícias o filme é um verdadeiro banho de sangue à la Rambo. E está fazendo o maior sucesso, ao mesmo tempo que incomoda “os bandidos” do filme, claro.

O que vem por aí a gente vai ter que esperar pra saber. Mas que no dos outros é refresco, isso todo mundo sabe…

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Friday, January 27, 2006

399

A brincadeira é válida, ganhou a rede, mas entra pra sessão eu-sinto-vergonha-alheia:

Vou Te Excluir do Meu Orkut

Céus…

***

Pra quem ainda não sabe, eu explico: tem um rapaz, Ewerton, que “inventou” - aparentemente por brincadeira - o sertanerd, que se popularizou rapidamente pela rede por conta dessa música, do link acima…

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